5295178-86.2026.8.21.7000
Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul · TJRS · Baixa relevância · confiança da classificação: media
Dados do processo
- Órgão
- Secretaria da 23ª Câmara Cível
- Classe
- AGRAVO DE INSTRUMENTO
- Termo encontrado
- laudo pericial
- Publicações
- 1 (histórico completo abaixo)
Agravo de Instrumento Nº 5295178-86.2026.8.21.7000/RS TIPO DE AÇÃO: Bancários AGRAVANTE : CREFISA SA CREDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS ADVOGADO(A) : ALEXSANDRO DA SILVA LINCK (OAB RS053389) AGRAVADO : LEILANI PAULINA DA SILVEIRA ADVOGADO(A) : CASSIO AUGUSTO FERRARINI (OAB RS095421) ADVOGADO(A) : ROMULO GUILHERME FONTANA KOENIG (OAB RS095538) DESPACHO/DECISÃO Vistos. A concessão de efeito suspensivo em sede de agravo de instrumento, nos termos dos artigos 1.019, inciso I, e 995, parágrafo único, ambos do Código de Processo Civil, pressupõe a coexistência de dois requisitos autorizadores: a relevância da fundamentação (probabilidade de provimento do recurso) e o risco de dano grave, de difícil ou impossível reparação, caso a decisão agravada continue a produzir efeitos de imediato. No caso em apreço, após exame perfunctório próprio desta fase processual de cognição sumária, não se vislumbra a presença simultânea de tais requisitos. Quanto à probabilidade do direito alegado, não se verifica, neste momento processual, a verossimilhança nas alegações da agravante. A decisão recorrida homologou o cálculo apresentado pelo perito judicial, que detém o conhecimento técnico necessário para a adequada liquidação do título executivo judicial. A insurgência da agravante quanto à metodologia de compensação e amortização prévias à atualização do débito constitui matéria de alta complexidade técnica que demanda análise aprofundada, incompatível com este juízo de prelibação. Em exame inicial, constata-se que o laudo pericial técnico, acolhido pelo magistrado de primeiro grau, observou as diretrizes traçadas no título executivo judicial e as normas contábeis aplicáveis à espécie, não se verificando erro grosseiro ou teratologia na decisão que o homologou. Ademais, a discordância da parte com as conclusões do perito oficial, por si só, não é suficiente para afastar a presunção de legitimidade e exatidão do trabalho técnico realizado sob o crivo do contraditório. No que tange ao perigo de dano (periculum in mora), este tampouco restou demonstrado de forma concreta. A agravante limita-se a sustentar, de modo genérico, que o prosseguimento da execução com base em cálculos supostamente majorados gerará prejuízos financeiros substanciais. Todavia, a mera possibilidade de continuidade do cumprimento de sentença, com a prática de atos executivos ordinários, não configura, por si só, o risco de lesão grave ou de difícil reparação exigido pela legislação processual civil. Para a caracterização do perigo de dano, faz-se necessária a demonstração de atos iminentes de expropriação de bens que possam comprometer severamente a saúde financeira da instituição, o que não restou evidenciado no caso concreto. Ademais, eventual levantamento de valores pela parte credora pode ser condicionado pelo juízo de origem à prestação de caução idônea, se houver fundado receio de irreversibilidade da medida, preservando-se assim a esfera patrimonial da devedora até o julgamento definitivo deste recurso pela Câmara Colegiada. Ante o exposto, indefiro o pedido de concessão de efeito suspensivo. Intime-se a parte agravada para, querendo, apresentar contrarrazões ao recurso no prazo legal. Diligências legais.
Trecho da publicação mais recente (08/09/2026) onde o termo "laudo pericial" foi detectado.Partes
Autor CREFISA SA CREDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS
Réu LEILANI PAULINA DA SILVEIRA
Andamento identificado
Só etapas com sinal real detectado no texto — sem inventar rito que o sistema não consegue verificar.
- Publicação localizada pelo radar08/09/2026
- Despacho saneador identificado
- Perícia deferida/designada
- Perícia indireta (documental)
- Data da perícia marcada
- Perícia realizada / laudo juntado
Advogados envolvidos
Canal de contato prioritário: convencer o advogado costuma ser o caminho mais direto até a parte.
Este processo não está marcado como quente — a investigação de contato (Fase 2) só roda sob demanda, pra não gastar tempo/custo em processos de baixa relevância. Marque como quente acima pra abrir o dossiê.
Histórico de publicações (1)
08/09/2026 — Baixa relevância media
Intimação · termo: "laudo pericial"
Agravo de Instrumento Nº 5295178-86.2026.8.21.7000/RS TIPO DE AÇÃO: Bancários AGRAVANTE : CREFISA SA CREDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS ADVOGADO(A) : ALEXSANDRO DA SILVA LINCK (OAB RS053389) AGRAVADO : LEILANI PAULINA DA SILVEIRA ADVOGADO(A) : CASSIO AUGUSTO FERRARINI (OAB RS095421) ADVOGADO(A) : ROMULO GUILHERME FONTANA KOENIG (OAB RS095538) DESPACHO/DECISÃO Vistos. A concessão de efeito suspensivo em sede de agravo de instrumento, nos termos dos artigos 1.019, inciso I, e 995, parágrafo único, ambos do Código de Processo Civil, pressupõe a coexistência de dois requisitos autorizadores: a relevância da fundamentação (probabilidade de provimento do recurso) e o risco de dano grave, de difícil ou impossível reparação, caso a decisão agravada continue a produzir efeitos de imediato. No caso em apreço, após exame perfunctório próprio desta fase processual de cognição sumária, não se vislumbra a presença simultânea de tais requisitos. Quanto à probabilidade do direito alegado, não se verifica, neste momento processual, a verossimilhança nas alegações da agravante. A decisão recorrida homologou o cálculo apresentado pelo perito judicial, que detém o conhecimento técnico necessário para a adequada liquidação do título executivo judicial. A insurgência da agravante quanto à metodologia de compensação e amortização prévias à atualização do débito constitui matéria de alta complexidade técnica que demanda análise aprofundada, incompatível com este juízo de prelibação. Em exame inicial, constata-se que o laudo pericial técnico, acolhido pelo magistrado de primeiro grau, observou as diretrizes traçadas no título executivo judicial e as normas contábeis aplicáveis à espécie, não se verificando erro grosseiro ou teratologia na decisão que o homologou. Ademais, a discordância da parte com as conclusões do perito oficial, por si só, não é suficiente para afastar a presunção de legitimidade e exatidão do trabalho técnico realizado sob o crivo do contraditório. No que tange ao perigo de dano (periculum in mora), este tampouco restou demonstrado de forma concreta. A agravante limita-se a sustentar, de modo genérico, que o prosseguimento da execução com base em cálculos supostamente majorados gerará prejuízos financeiros substanciais. Todavia, a mera possibilidade de continuidade do cumprimento de sentença, com a prática de atos executivos ordinários, não configura, por si só, o risco de lesão grave ou de difícil reparação exigido pela legislação processual civil. Para a caracterização do perigo de dano, faz-se necessária a demonstração de atos iminentes de expropriação de bens que possam comprometer severamente a saúde financeira da instituição, o que não restou evidenciado no caso concreto. Ademais, eventual levantamento de valores pela parte credora pode ser condicionado pelo juízo de origem à prestação de caução idônea, se houver fundado receio de irreversibilidade da medida, preservando-se assim a esfera patrimonial da devedora até o julgamento definitivo deste recurso pela Câmara Colegiada. Ante o exposto, indefiro o pedido de concessão de efeito suspensivo. Intime-se a parte agravada para, querendo, apresentar contrarrazões ao recurso no prazo legal. Diligências legais.