Detalhe do processo

5266668-63.2026.8.21.7000

Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul · TJRS · Nova perícia · confiança da classificação: alta · 🏠 Perícia indireta

Dados do processo

Órgão
Secretaria da 15ª Câmara Cível
Classe
AGRAVO DE INSTRUMENTO
Termo encontrado
laudo pericial
Publicações
1 (histórico completo abaixo)
Agravo de Instrumento Nº 5266668-63.2026.8.21.7000/RS TIPO DE AÇÃO: Honorários Profissionais RELATOR : Desembargador ROBERTO CARVALHO FRAGA AGRAVANTE : MATILDE FAGUNDES TEIXEIRA ADVOGADO(A) : PAMELA DE ALMEIDA ARAUJO (OAB RS086931B) ADVOGADO(A) : MATILDE FAGUNDES TEIXEIRA (OAB RS040256) AGRAVADO : LUIS CARLOS PASSUELLO ADVOGADO(A) : DIEGO CHAGAS BAPTISTA (OAB RS065615) EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DECISÃO QUE MANTÉM PERÍCIA GRAFOTÉCNICA. HIPÓTESE NÃO PREVISTA NO ROL DO ART. 1.015 DO CPC. AUSÊNCIA DE URGÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO. I. CASO EM EXAME: 1. Agravo de instrumento interposto contra decisão que, em embargos à execução de honorários advocatícios, manteve a realização de perícia grafotécnica sobre documentos impugnados e rejeitou embargos de declaração opostos pela parte agravante, que sustentou nulidade da decisão por cerceamento de defesa, violação à coisa julgada e necessidade de aplicação do Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero do CNJ. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO: 1. A questão em discussão consiste em saber se a decisão que mantém a realização de perícia grafotécnica, em embargos à execução, é recorrível por agravo de instrumento. III. RAZÕES DE DECIDIR: 1. O rol do art. 1.015 do CPC é de taxatividade mitigada, admitindo agravo de instrumento fora das hipóteses expressamente previstas apenas quando verificada urgência decorrente da inutilidade do julgamento da questão em eventual apelação, conforme o Tema 988 do STJ. 2. A decisão que mantém a realização de perícia grafotécnica não se enquadra em nenhuma das hipóteses taxativas do art. 1.015 do CPC. 3. A parte agravante não demonstrou urgência nem inutilidade do julgamento da questão em sede de apelação, o que afasta a mitigação do rol. 4. O agravo de instrumento não é o meio adequado para interferir na instrução probatória dos autos originários, ainda que se trate de embargos à execução. IV. DISPOSITIVO E TESE: 1. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO CONHECIDO. ___________ Dispositivos relevantes citados: CPC/2015, art. 1.015. Jurisprudência relevante citada: STJ, REsp n. 1.696.396/MT, Rel. Min. Nancy Andrighi, Corte Especial, j. 05.12.2018; TJRS, Agravo de Instrumento n. 52526333520258217000, 15ª Câmara Cível, Rel. Des. Carla Patricia Boschetti Marcon, j. 04.09.2025. DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de agravo de instrumento interposto por MATILDE FAGUNDES TEIXEIRA , nos autos dos embargos à execução movidos por LUIS CARLOS PASSUELLO , em face da decisão nos seguintes termos ( evento 93, DESPADEC1 ): Vistos. A perícia grafoténcnica já foi deferida nos autos, não havendo qualquer impugnação quanto a esse ponto. Expeça-se ofício ao 3º TABELIONATO DE NOTAS para que junte aos autos os cartões de assinaturas do Sr. João Luiz Passuello e da Sra. Maria de Lourdes Olinda Passuello para que a perita possa usar como padrões de confronto em seu Laudo Pericial, conforme evento 84, DOC1 . Intime-se a parte embargante para que junte digitalização colorida dos documentos questionados. Os documentos a serem analisados são o documento informardos pela parte embargante: evento 1, OUT6, especialmente a página 9; e o documento do evento 1, OUT8, por também integrar o conjunto documental impugnado. Indefiro o pedido de perícia médica indireta, uma vez que já constam nos autos todos os documentos e laudos necessários à análise da capacidade do Sr. João Luiz Passuello. Intime-se a parte embargante dos documentos juntados no evento 91.1 . As partes já tiveram oportunidade de se manifestar e de apresentar seus argumentos acerca dos pontos controvertidos da demanda. Assim, em observância aos princípios da celeridade e da duração razoável do processo, impõe-se o regular prosseguimento do feito. Prossiga-se com a realização da perícia grafotécnica. Após oposição de embargos de declaratório, assim dispôs ( evento 113, DESPADEC1 ): Vistos. Trata-se de embargos à execução. A parte embargante defende que a Sra. Maria de Lourdes não figurou como contratante no contrato de honorários objeto da execução, razão pela qual nem ela nem sua sucessão seriam partes legítimas para responder pela dívida. Acrescenta que ela faleceu em 17/02/2020. Alega que o Sr. João Luiz Passuello, à época da assinatura do contrato (02/05/2019), era portador de doenças graves — Diabetes Mellitus, Hipertensão Arterial Sistêmica e microangiopatia cérebro-vascular —, que comprometiam sua capacidade de manifestar vontade de forma lúcida e consciente. O embargante aponta fundadas dúvidas quanto à autenticidade das assinaturas constantes no contrato de honorários e na procuração particular , especialmente quanto à assinatura atribuída à Sra. Maria de Lourdes, que era interditada à época. Menciona que a embargada responde por ação de falsidade documental em outro processo (n.º 5165333-51.2023.8.21.0001). A parte embargada apresentou impugnação aos embargos no evento 9, IMPUGNAÇÃO1 . Sustenta que o embargante, na condição de único herdeiro, responde pela dívida contraída pelos genitores, nos termos do art. 789 do CPC. Argumenta que, à época da contratação, os contratantes eram pessoas capazes, conforme documentos constantes dos autos. Afirma que o contrato de honorários constitui título executivo extrajudicial válido, que os serviços foram integralmente prestados nas ações de interdição, substituição de curatela e prestação de conta, e que o embargante não pode questionar a validade do negócio jurídico sem provar que, à época da contratação, o contratante era reconhecidamente incapaz. Em decisão proferida no evento 20, DESPADEC1 , foi indeferido o pedido de perícia médica indireta, deferido o pedido de grafodocumentoscópica e deferida a prova testemunhal. No evento 93, DESPADEC1 , foi mantida a perícia grafotécnica; determinada a expedição de ofício ao 3º Tabelionato de Notas para obtenção dos cartões de assinatura de João Luiz e Maria de Lourdes; indeferiu novamente a perícia médica indireta, por entender que os documentos já constantes dos autos são suficientes; determinou o prosseguimento da perícia grafotécnica. A embargada opôs novos Embargos de Declaração contra o despacho do evento 99, DOC1 , alegando: (i) obscuridade quanto ao objeto da perícia (página 9 vs. página 14) (ii) contradição com o Evento 20; (iii) omissão quanto ao Evento 80 e à fé pública notarial; (iv) inutilidade da prova quanto à assinatura de Maria de Lourdes; (v) pedido de cancelamento integral da perícia ou, subsidiariamente, restrição ao punho de João Luiz. O embargante apresentou contrarrazões aos Embargos de Declaração, pugnando pelo não acolhimento e pelo reconhecimento do caráter protelatório. É o breve relatório. Recebo os embargos de declaração, pois tempestivos. Não verifico omissão, contradição ou obscuridade no julgado, não estando configurada nenhuma das hipóteses previstas pelo art. 1.022 do Código de Processo Civil. Eventual incongruência poderá ser adequada na sequência, em especial após a manifestação da parte demandada. Cumpre salientar, que o julgador não está obrigado a esquadrinhar todos os argumentos esgrimidos pelas partes, mas sim a indicar os elementos suficientes a embasar seu convencimento. A perícia é necessária para o deslinde do feito. A parte embargante já realizou o pagamento dos honorários periciais. Os documentos a serem analisados são o documento informardos pela parte embargante: evento 1, OUT6, especialmente a página 9; e o documento do evento 1, OUT8, por também integrar o conjunto documental impugnado. A perita poderá analisar o documento juntado no evento 1, OUT6, página 14, considerando a irresignação da parte embargada, bem como, se entender necessário, solicitar ou utilizar uma versão com melhor qualidade de digitalização. A suposta contradição com a decisão do Evento 20 não se sustenta, uma vez que os despachos tratam de objetos probatórios distintos (perícia médica indireta e perícia grafotécnica). A omissão apontada em relação ao Evento 80 e à fé pública notarial tampouco se configura, pois o julgador não está obrigado a rebater, um a um, todos os argumentos expendidos pelas partes, bastando que enfrente de forma fundamentada as questões relevantes ao deslinde da controvérsia. Assim, rejeito os Embargos de Declaração. Quanto ao pedido liminar de suspensão da perícia grafotécnica, formulado no Evento 104 com fundamento na Resolução CNJ n.º 492/2023, indefiro-o. A invocação do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero não encontra correspondência com as circunstâncias do presente feito, que versa sobre embargos à execução de honorários advocatícios, sem relação direta com as hipóteses de desigualdade estrutural de gênero que o referido protocolo visa a combater. Diante do exposto, prossiga-se com a instrução pericial. Expeça-se ofício ao 3º TABELIONATO DE NOTAS para que junte aos autos os cartões de assinaturas do Sr. João Luiz Passuello e da Sra. Maria de Lourdes Olinda Passuello para que a perita possa usar como padrões de confronto em seu Laudo Pericial, conforme evento 84, DOC1 . Com a documentação, intime-se a perita para elaboração do laudo. Com o laudo, intimem-se as partes. Após, voltem para designação de audiência. Em suas razões, sustentou a parte agravante que a decisão recorrida incorreu em nulidade absoluta por desviar o objeto dos embargos à execução, impondo perícia sobre documento estranho ao título executivo, o que configurou cerceamento de defesa e violação à coisa julgada. Alegou que o contrato de honorários firmado em 2019 era hígido, respaldado por fé pública, e que a tentativa de perícia sobre procurações particulares e assinaturas de pessoa interditada visava fabricar laudo viciado. Argumentou ainda que houve comportamento contraditório do agravado, caracterizando nulidade de algibeira e assédio patrimonial contra a advogada, além da necessidade de aplicação obrigatória do Protocolo de Gênero do CNJ para evitar judicialização predatória como forma de violência institucional. Por fim, requereu o provimento do recurso para suspender a produção da prova pericial inútil e reconhecer a validade do título executivo. É o breve relatório. Decido. O agravo de instrumento interposto é manifestamente inadmissível, tendo em vista que incabível. As hipóteses de cabimento do agravo de instrumento estão dispostas no artigo 1.015, do Código de Processo Civil e trata-se de rol taxativo: Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre: I - tutelas provisórias; II - mérito do processo; III - rejeição da alegação de convenção de arbitragem; IV - incidente de desconsideração da personalidade jurídica; V - rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido de sua revogação; VI - exibição ou posse de documento ou coisa; VII - exclusão de litisconsorte; VIII - rejeição do pedido de limitação do litisconsórcio; IX - admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros; X - concessão, modificação ou revogação do efeito suspensivo aos embargos à execução; XI - redistribuição do ônus da prova nos termos do art. 373, § 1º ; XII - (VETADO); XIII - outros casos expressamente referidos em lei. Parágrafo único. Também caberá agravo de instrumento contra decisões interlocutórias proferidas na fase de liquidação de sentença ou de cumprimento de sentença, no processo de execução e no processo de inventário. Desse modo, possível constatar que a decisão que entendeu por manter a perícia grafotécnica, não se enquadra no rol taxativo do art. 1.015, do CPC, motivo pelo qual o presente agravo de instrumento não deve ser conhecido. Em que pese o Superior Tribunal de Justiça reconheça alguns casos de mitigação do rol, a referida hipótese somente pode ter incidência nos casos em que for “ verificada a urgência decorrente da inutilidade do julgamento da questão no recurso de apelação ” conforme dispõe o tema 988, do STJ conforme teor do REsp nº 1.696.396: RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. NATUREZA JURÍDICA DO ROL DO ART. 1.015 DO CPC/2015. IMPUGNAÇÃO IMEDIATA DE DECISÕES INTERLOCUTÓRIAS NÃO PREVISTAS NOS INCISOS DO REFERIDO DISPOSITIVO LEGAL. POSSIBILIDADE. TAXATIVIDADE MITIGADA. EXCEPCIONALIDADE DA IMPUGNAÇÃO FORA DAS HIPÓTESES PREVISTAS EM LEI. REQUISITOS. 1- O propósito do presente recurso especial, processado e julgado sob o rito dos recursos repetitivos, é definir a natureza jurídica do rol do art. 1.015 do CPC/15 e verificar a possibilidade de sua interpretação extensiva, analógica ou exemplificativa, a fim de admitir a interposição de agravo de instrumento contra decisão interlocutória que verse sobre hipóteses não expressamente previstas nos incisos do referido dispositivo legal. 2- Ao restringir a recorribilidade das decisões interlocutórias proferidas na fase de conhecimento do procedimento comum e dos procedimentos especiais, exceção feita ao inventário, pretendeu o legislador salvaguardar apenas as "situações que, realmente, não podem aguardar rediscussão futura em eventual recurso de apelação". 3- A enunciação, em rol pretensamente exaustivo, das hipóteses em que o agravo de instrumento seria cabível revela-se, na esteira da majoritária doutrina e jurisprudência, insuficiente e em desconformidade com as normas fundamentais do processo civil, na medida em que sobrevivem questões urgentes fora da lista do art. 1.015 do CPC e que tornam inviável a interpretação de que o referido rol seria absolutamente taxativo e que deveria ser lido de modo restritivo. 4- A tese de que o rol do art. 1.015 do CPC seria taxativo, mas admitiria interpretações extensivas ou analógicas, mostra-se igualmente ineficaz para a conferir ao referido dispositivo uma interpretação em sintonia com as normas fundamentais do processo civil, seja porque ainda remanescerão hipóteses em que não será possível extrair o cabimento do agravo das situações enunciadas no rol, seja porque o uso da interpretação extensiva ou da analogia pode desnaturar a essência de institutos jurídicos ontologicamente distintos. 5- A tese de que o rol do art. 1.015 do CPC seria meramente exemplificativo, por sua vez, resultaria na repristinação do regime recursal das interlocutórias que vigorava no CPC/73 e que fora conscientemente modificado pelo legislador do novo CPC, de modo que estaria o Poder Judiciário, nessa hipótese, substituindo a atividade e a vontade expressamente externada pelo Poder Legislativo. 6- Assim, nos termos do art. 1.036 e seguintes do CPC/2015, fixa-se a seguinte tese jurídica: O rol do art. 1.015 do CPC é de taxatividade mitigada, por isso admite a interposição de agravo de instrumento quando verificada a urgência decorrente da inutilidade do julgamento da questão no recurso de apelação. 7- Embora não haja risco de as partes que confiaram na absoluta taxatividade serem surpreendidas pela tese jurídica firmada neste recurso especial repetitivo, pois somente haverá preclusão quando o recurso eventualmente interposto pela parte venha a ser admitido pelo Tribunal, modulam-se os efeitos da presente decisão, a fim de que a tese jurídica apenas seja aplicável às decisões interlocutórias proferidas após a publicação do presente acórdão. 8- Na hipótese, dá-se provimento em parte ao recurso especial para determinar ao TJ/MT que, observados os demais pressupostos de admissibilidade, conheça e dê regular prosseguimento ao agravo de instrumento no que se refere à competência, reconhecendo-se, todavia, o acerto do acórdão recorrido em não examinar à questão do valor atribuído à causa que não se reveste, no particular, de urgência que justifique o seu reexame imediato. 9- Recurso especial conhecido e parcialmente provido. (REsp 1696396/MT, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, CORTE ESPECIAL, julgado em 05/12/2018, DJe 19/12/2018) (grifou-se) Sendo assim, não havendo demonstração da urgência ou da inutilidade do julgamento, não deve haver mitigação do rol do art. 1.015, do CPC e, portanto, o agravo de instrumento interposto não deve ser conhecido em razão do não cabimento nas hipóteses taxativas em lei. Ressalto que, após a oposição dos embargos de declaração, houve apenas esclarecimento da fundamentação anteriormente adotada, sem qualquer modificação do conteúdo decisório. Reitero, ainda, que o agravo de instrumento não se presta a interferir na instrução probatória dos autos originários, ainda que se trate de embargos à execução. Nesse sentido: AGRAVO DE INSTRUMENTO. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS. EMBARGOS À EXECUÇÃO . DESPACHO DE MERO EXPEDIENTE. AUSÊNCIA DE CUNHO DECISÓRIO. IRRECORRIBILIDADE. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO. I. CASO EM EXAME:1. Agravo de instrumento interposto contra decisão que, em embargos à execução , deferiu perícia grafotécnica e, após, em embargos de declaração, esclareceu que o pedido referente às demais provas seria analisado após a conclusão dos trabalhos periciais. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO:1. Há uma questão prejudicial em discussão: a recorribilidade do pronunciamento judicial que posterga a análise do pedido de produção de outras provas para momento posterior à conclusão da perícia grafotécnica. III. RAZÕES DE DECIDIR:1. O pronunciamento judicial impugnado constitui despacho de mero expediente, sem cunho decisório, pois apenas postergou para após a conclusão dos trabalhos periciais a análise do pedido referente às demais provas.2. Conforme os artigos 203, § 3º e 1.001 do Código de Processo Civil, dos despachos não cabe recurso.3. A jurisprudência do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul é pacífica no sentido de que decisões que postergam a análise de pedidos de produção de provas são irrecorríveis por constituírem despachos de mero expediente.4. O preparo recursal foi recolhido apenas pelo agravante que não é beneficiário da gratuidade da justiça, sendo determinada a baixa das guias geradas em nome dos demais agravantes que são beneficiários da gratuidade. IV. TESE:1. O pronunciamento judicial que posterga a análise de pedido de produção de provas para momento posterior constitui despacho de mero expediente, sem cunho decisório, sendo irrecorrível nos termos dos artigos 203, § 3º e 1.001 do CPC. ___________Dispositivos relevantes citados: CPC, arts. 203, § 3º e 1.001.Jurisprudência relevante citada: TJRS, Agravo de Instrumento, Nº 53373406720248217000, Vigésima Terceira Câmara Cível, Relator: Bayard Ney de Freitas Barcellos, Julgado em: 22-11-2024; TJRS, Agravo de Instrumento, Nº 52547775020238217000, Segunda Câmara Cível, Relator: Lúcia de Fátima Cerveira, Julgado em: 16-08-2023. V. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO CONHECIDO , EM DECISÃO MONOCRÁTICA. ( Agravo de Instrumento, Nº 52526333520258217000, Décima Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Carla Patricia Boschetti Marcon, Julgado em: 04-09-2025) Ante o exposto , não conheço do agravo de instrumento interposto, pois não admitido nos termos do rol do art. 1.015, do CPC. Diligências Legais.
Trecho da publicação mais recente (05/08/2026) onde o termo "laudo pericial" foi detectado.

Partes

Réu LUIS CARLOS PASSUELLO

Autor MATILDE FAGUNDES TEIXEIRA

Andamento identificado

Só etapas com sinal real detectado no texto — sem inventar rito que o sistema não consegue verificar.

  • Publicação localizada pelo radar05/08/2026
  • Despacho saneador identificado
  • Perícia deferida/designada05/08/2026
  • Perícia indireta (documental)05/08/2026
  • Data da perícia marcada
  • Perícia realizada / laudo juntado

Advogados envolvidos

Canal de contato prioritário: convencer o advogado costuma ser o caminho mais direto até a parte.

PAMELA DE ALMEIDA ARAUJO

OAB: 86931B/RS

MATILDE FAGUNDES TEIXEIRA

OAB: 40256/RS

DIEGO CHAGAS BAPTISTA

OAB: 65615/RS
Este processo não está marcado como quente — a investigação de contato (Fase 2) só roda sob demanda, pra não gastar tempo/custo em processos de baixa relevância. Marque como quente acima pra abrir o dossiê.

Histórico de publicações (1)

05/08/2026Nova perícia alta

Intimação · termo: "laudo pericial"

Agravo de Instrumento Nº 5266668-63.2026.8.21.7000/RS TIPO DE AÇÃO: Honorários Profissionais RELATOR : Desembargador ROBERTO CARVALHO FRAGA AGRAVANTE : MATILDE FAGUNDES TEIXEIRA ADVOGADO(A) : PAMELA DE ALMEIDA ARAUJO (OAB RS086931B) ADVOGADO(A) : MATILDE FAGUNDES TEIXEIRA (OAB RS040256) AGRAVADO : LUIS CARLOS PASSUELLO ADVOGADO(A) : DIEGO CHAGAS BAPTISTA (OAB RS065615) EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DECISÃO QUE MANTÉM PERÍCIA GRAFOTÉCNICA. HIPÓTESE NÃO PREVISTA NO ROL DO ART. 1.015 DO CPC. AUSÊNCIA DE URGÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO. I. CASO EM EXAME: 1. Agravo de instrumento interposto contra decisão que, em embargos à execução de honorários advocatícios, manteve a realização de perícia grafotécnica sobre documentos impugnados e rejeitou embargos de declaração opostos pela parte agravante, que sustentou nulidade da decisão por cerceamento de defesa, violação à coisa julgada e necessidade de aplicação do Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero do CNJ. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO: 1. A questão em discussão consiste em saber se a decisão que mantém a realização de perícia grafotécnica, em embargos à execução, é recorrível por agravo de instrumento. III. RAZÕES DE DECIDIR: 1. O rol do art. 1.015 do CPC é de taxatividade mitigada, admitindo agravo de instrumento fora das hipóteses expressamente previstas apenas quando verificada urgência decorrente da inutilidade do julgamento da questão em eventual apelação, conforme o Tema 988 do STJ. 2. A decisão que mantém a realização de perícia grafotécnica não se enquadra em nenhuma das hipóteses taxativas do art. 1.015 do CPC. 3. A parte agravante não demonstrou urgência nem inutilidade do julgamento da questão em sede de apelação, o que afasta a mitigação do rol. 4. O agravo de instrumento não é o meio adequado para interferir na instrução probatória dos autos originários, ainda que se trate de embargos à execução. IV. DISPOSITIVO E TESE: 1. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO CONHECIDO. ___________ Dispositivos relevantes citados: CPC/2015, art. 1.015. Jurisprudência relevante citada: STJ, REsp n. 1.696.396/MT, Rel. Min. Nancy Andrighi, Corte Especial, j. 05.12.2018; TJRS, Agravo de Instrumento n. 52526333520258217000, 15ª Câmara Cível, Rel. Des. Carla Patricia Boschetti Marcon, j. 04.09.2025. DECISÃO MONOCRÁTICA Trata-se de agravo de instrumento interposto por MATILDE FAGUNDES TEIXEIRA , nos autos dos embargos à execução movidos por LUIS CARLOS PASSUELLO , em face da decisão nos seguintes termos ( evento 93, DESPADEC1 ): Vistos. A perícia grafoténcnica já foi deferida nos autos, não havendo qualquer impugnação quanto a esse ponto. Expeça-se ofício ao 3º TABELIONATO DE NOTAS para que junte aos autos os cartões de assinaturas do Sr. João Luiz Passuello e da Sra. Maria de Lourdes Olinda Passuello para que a perita possa usar como padrões de confronto em seu Laudo Pericial, conforme evento 84, DOC1 . Intime-se a parte embargante para que junte digitalização colorida dos documentos questionados. Os documentos a serem analisados são o documento informardos pela parte embargante: evento 1, OUT6, especialmente a página 9; e o documento do evento 1, OUT8, por também integrar o conjunto documental impugnado. Indefiro o pedido de perícia médica indireta, uma vez que já constam nos autos todos os documentos e laudos necessários à análise da capacidade do Sr. João Luiz Passuello. Intime-se a parte embargante dos documentos juntados no evento 91.1 . As partes já tiveram oportunidade de se manifestar e de apresentar seus argumentos acerca dos pontos controvertidos da demanda. Assim, em observância aos princípios da celeridade e da duração razoável do processo, impõe-se o regular prosseguimento do feito. Prossiga-se com a realização da perícia grafotécnica. Após oposição de embargos de declaratório, assim dispôs ( evento 113, DESPADEC1 ): Vistos. Trata-se de embargos à execução. A parte embargante defende que a Sra. Maria de Lourdes não figurou como contratante no contrato de honorários objeto da execução, razão pela qual nem ela nem sua sucessão seriam partes legítimas para responder pela dívida. Acrescenta que ela faleceu em 17/02/2020. Alega que o Sr. João Luiz Passuello, à época da assinatura do contrato (02/05/2019), era portador de doenças graves — Diabetes Mellitus, Hipertensão Arterial Sistêmica e microangiopatia cérebro-vascular —, que comprometiam sua capacidade de manifestar vontade de forma lúcida e consciente. O embargante aponta fundadas dúvidas quanto à autenticidade das assinaturas constantes no contrato de honorários e na procuração particular , especialmente quanto à assinatura atribuída à Sra. Maria de Lourdes, que era interditada à época. Menciona que a embargada responde por ação de falsidade documental em outro processo (n.º 5165333-51.2023.8.21.0001). A parte embargada apresentou impugnação aos embargos no evento 9, IMPUGNAÇÃO1 . Sustenta que o embargante, na condição de único herdeiro, responde pela dívida contraída pelos genitores, nos termos do art. 789 do CPC. Argumenta que, à época da contratação, os contratantes eram pessoas capazes, conforme documentos constantes dos autos. Afirma que o contrato de honorários constitui título executivo extrajudicial válido, que os serviços foram integralmente prestados nas ações de interdição, substituição de curatela e prestação de conta, e que o embargante não pode questionar a validade do negócio jurídico sem provar que, à época da contratação, o contratante era reconhecidamente incapaz. Em decisão proferida no evento 20, DESPADEC1 , foi indeferido o pedido de perícia médica indireta, deferido o pedido de grafodocumentoscópica e deferida a prova testemunhal. No evento 93, DESPADEC1 , foi mantida a perícia grafotécnica; determinada a expedição de ofício ao 3º Tabelionato de Notas para obtenção dos cartões de assinatura de João Luiz e Maria de Lourdes; indeferiu novamente a perícia médica indireta, por entender que os documentos já constantes dos autos são suficientes; determinou o prosseguimento da perícia grafotécnica. A embargada opôs novos Embargos de Declaração contra o despacho do evento 99, DOC1 , alegando: (i) obscuridade quanto ao objeto da perícia (página 9 vs. página 14) (ii) contradição com o Evento 20; (iii) omissão quanto ao Evento 80 e à fé pública notarial; (iv) inutilidade da prova quanto à assinatura de Maria de Lourdes; (v) pedido de cancelamento integral da perícia ou, subsidiariamente, restrição ao punho de João Luiz. O embargante apresentou contrarrazões aos Embargos de Declaração, pugnando pelo não acolhimento e pelo reconhecimento do caráter protelatório. É o breve relatório. Recebo os embargos de declaração, pois tempestivos. Não verifico omissão, contradição ou obscuridade no julgado, não estando configurada nenhuma das hipóteses previstas pelo art. 1.022 do Código de Processo Civil. Eventual incongruência poderá ser adequada na sequência, em especial após a manifestação da parte demandada. Cumpre salientar, que o julgador não está obrigado a esquadrinhar todos os argumentos esgrimidos pelas partes, mas sim a indicar os elementos suficientes a embasar seu convencimento. A perícia é necessária para o deslinde do feito. A parte embargante já realizou o pagamento dos honorários periciais. Os documentos a serem analisados são o documento informardos pela parte embargante: evento 1, OUT6, especialmente a página 9; e o documento do evento 1, OUT8, por também integrar o conjunto documental impugnado. A perita poderá analisar o documento juntado no evento 1, OUT6, página 14, considerando a irresignação da parte embargada, bem como, se entender necessário, solicitar ou utilizar uma versão com melhor qualidade de digitalização. A suposta contradição com a decisão do Evento 20 não se sustenta, uma vez que os despachos tratam de objetos probatórios distintos (perícia médica indireta e perícia grafotécnica). A omissão apontada em relação ao Evento 80 e à fé pública notarial tampouco se configura, pois o julgador não está obrigado a rebater, um a um, todos os argumentos expendidos pelas partes, bastando que enfrente de forma fundamentada as questões relevantes ao deslinde da controvérsia. Assim, rejeito os Embargos de Declaração. Quanto ao pedido liminar de suspensão da perícia grafotécnica, formulado no Evento 104 com fundamento na Resolução CNJ n.º 492/2023, indefiro-o. A invocação do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero não encontra correspondência com as circunstâncias do presente feito, que versa sobre embargos à execução de honorários advocatícios, sem relação direta com as hipóteses de desigualdade estrutural de gênero que o referido protocolo visa a combater. Diante do exposto, prossiga-se com a instrução pericial. Expeça-se ofício ao 3º TABELIONATO DE NOTAS para que junte aos autos os cartões de assinaturas do Sr. João Luiz Passuello e da Sra. Maria de Lourdes Olinda Passuello para que a perita possa usar como padrões de confronto em seu Laudo Pericial, conforme evento 84, DOC1 . Com a documentação, intime-se a perita para elaboração do laudo. Com o laudo, intimem-se as partes. Após, voltem para designação de audiência. Em suas razões, sustentou a parte agravante que a decisão recorrida incorreu em nulidade absoluta por desviar o objeto dos embargos à execução, impondo perícia sobre documento estranho ao título executivo, o que configurou cerceamento de defesa e violação à coisa julgada. Alegou que o contrato de honorários firmado em 2019 era hígido, respaldado por fé pública, e que a tentativa de perícia sobre procurações particulares e assinaturas de pessoa interditada visava fabricar laudo viciado. Argumentou ainda que houve comportamento contraditório do agravado, caracterizando nulidade de algibeira e assédio patrimonial contra a advogada, além da necessidade de aplicação obrigatória do Protocolo de Gênero do CNJ para evitar judicialização predatória como forma de violência institucional. Por fim, requereu o provimento do recurso para suspender a produção da prova pericial inútil e reconhecer a validade do título executivo. É o breve relatório. Decido. O agravo de instrumento interposto é manifestamente inadmissível, tendo em vista que incabível. As hipóteses de cabimento do agravo de instrumento estão dispostas no artigo 1.015, do Código de Processo Civil e trata-se de rol taxativo: Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre: I - tutelas provisórias; II - mérito do processo; III - rejeição da alegação de convenção de arbitragem; IV - incidente de desconsideração da personalidade jurídica; V - rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido de sua revogação; VI - exibição ou posse de documento ou coisa; VII - exclusão de litisconsorte; VIII - rejeição do pedido de limitação do litisconsórcio; IX - admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros; X - concessão, modificação ou revogação do efeito suspensivo aos embargos à execução; XI - redistribuição do ônus da prova nos termos do art. 373, § 1º ; XII - (VETADO); XIII - outros casos expressamente referidos em lei. Parágrafo único. Também caberá agravo de instrumento contra decisões interlocutórias proferidas na fase de liquidação de sentença ou de cumprimento de sentença, no processo de execução e no processo de inventário. Desse modo, possível constatar que a decisão que entendeu por manter a perícia grafotécnica, não se enquadra no rol taxativo do art. 1.015, do CPC, motivo pelo qual o presente agravo de instrumento não deve ser conhecido. Em que pese o Superior Tribunal de Justiça reconheça alguns casos de mitigação do rol, a referida hipótese somente pode ter incidência nos casos em que for “ verificada a urgência decorrente da inutilidade do julgamento da questão no recurso de apelação ” conforme dispõe o tema 988, do STJ conforme teor do REsp nº 1.696.396: RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. NATUREZA JURÍDICA DO ROL DO ART. 1.015 DO CPC/2015. IMPUGNAÇÃO IMEDIATA DE DECISÕES INTERLOCUTÓRIAS NÃO PREVISTAS NOS INCISOS DO REFERIDO DISPOSITIVO LEGAL. POSSIBILIDADE. TAXATIVIDADE MITIGADA. EXCEPCIONALIDADE DA IMPUGNAÇÃO FORA DAS HIPÓTESES PREVISTAS EM LEI. REQUISITOS. 1- O propósito do presente recurso especial, processado e julgado sob o rito dos recursos repetitivos, é definir a natureza jurídica do rol do art. 1.015 do CPC/15 e verificar a possibilidade de sua interpretação extensiva, analógica ou exemplificativa, a fim de admitir a interposição de agravo de instrumento contra decisão interlocutória que verse sobre hipóteses não expressamente previstas nos incisos do referido dispositivo legal. 2- Ao restringir a recorribilidade das decisões interlocutórias proferidas na fase de conhecimento do procedimento comum e dos procedimentos especiais, exceção feita ao inventário, pretendeu o legislador salvaguardar apenas as "situações que, realmente, não podem aguardar rediscussão futura em eventual recurso de apelação". 3- A enunciação, em rol pretensamente exaustivo, das hipóteses em que o agravo de instrumento seria cabível revela-se, na esteira da majoritária doutrina e jurisprudência, insuficiente e em desconformidade com as normas fundamentais do processo civil, na medida em que sobrevivem questões urgentes fora da lista do art. 1.015 do CPC e que tornam inviável a interpretação de que o referido rol seria absolutamente taxativo e que deveria ser lido de modo restritivo. 4- A tese de que o rol do art. 1.015 do CPC seria taxativo, mas admitiria interpretações extensivas ou analógicas, mostra-se igualmente ineficaz para a conferir ao referido dispositivo uma interpretação em sintonia com as normas fundamentais do processo civil, seja porque ainda remanescerão hipóteses em que não será possível extrair o cabimento do agravo das situações enunciadas no rol, seja porque o uso da interpretação extensiva ou da analogia pode desnaturar a essência de institutos jurídicos ontologicamente distintos. 5- A tese de que o rol do art. 1.015 do CPC seria meramente exemplificativo, por sua vez, resultaria na repristinação do regime recursal das interlocutórias que vigorava no CPC/73 e que fora conscientemente modificado pelo legislador do novo CPC, de modo que estaria o Poder Judiciário, nessa hipótese, substituindo a atividade e a vontade expressamente externada pelo Poder Legislativo. 6- Assim, nos termos do art. 1.036 e seguintes do CPC/2015, fixa-se a seguinte tese jurídica: O rol do art. 1.015 do CPC é de taxatividade mitigada, por isso admite a interposição de agravo de instrumento quando verificada a urgência decorrente da inutilidade do julgamento da questão no recurso de apelação. 7- Embora não haja risco de as partes que confiaram na absoluta taxatividade serem surpreendidas pela tese jurídica firmada neste recurso especial repetitivo, pois somente haverá preclusão quando o recurso eventualmente interposto pela parte venha a ser admitido pelo Tribunal, modulam-se os efeitos da presente decisão, a fim de que a tese jurídica apenas seja aplicável às decisões interlocutórias proferidas após a publicação do presente acórdão. 8- Na hipótese, dá-se provimento em parte ao recurso especial para determinar ao TJ/MT que, observados os demais pressupostos de admissibilidade, conheça e dê regular prosseguimento ao agravo de instrumento no que se refere à competência, reconhecendo-se, todavia, o acerto do acórdão recorrido em não examinar à questão do valor atribuído à causa que não se reveste, no particular, de urgência que justifique o seu reexame imediato. 9- Recurso especial conhecido e parcialmente provido. (REsp 1696396/MT, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, CORTE ESPECIAL, julgado em 05/12/2018, DJe 19/12/2018) (grifou-se) Sendo assim, não havendo demonstração da urgência ou da inutilidade do julgamento, não deve haver mitigação do rol do art. 1.015, do CPC e, portanto, o agravo de instrumento interposto não deve ser conhecido em razão do não cabimento nas hipóteses taxativas em lei. Ressalto que, após a oposição dos embargos de declaração, houve apenas esclarecimento da fundamentação anteriormente adotada, sem qualquer modificação do conteúdo decisório. Reitero, ainda, que o agravo de instrumento não se presta a interferir na instrução probatória dos autos originários, ainda que se trate de embargos à execução. Nesse sentido: AGRAVO DE INSTRUMENTO. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS. EMBARGOS À EXECUÇÃO . DESPACHO DE MERO EXPEDIENTE. AUSÊNCIA DE CUNHO DECISÓRIO. IRRECORRIBILIDADE. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO. I. CASO EM EXAME:1. Agravo de instrumento interposto contra decisão que, em embargos à execução , deferiu perícia grafotécnica e, após, em embargos de declaração, esclareceu que o pedido referente às demais provas seria analisado após a conclusão dos trabalhos periciais. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO:1. Há uma questão prejudicial em discussão: a recorribilidade do pronunciamento judicial que posterga a análise do pedido de produção de outras provas para momento posterior à conclusão da perícia grafotécnica. III. RAZÕES DE DECIDIR:1. O pronunciamento judicial impugnado constitui despacho de mero expediente, sem cunho decisório, pois apenas postergou para após a conclusão dos trabalhos periciais a análise do pedido referente às demais provas.2. Conforme os artigos 203, § 3º e 1.001 do Código de Processo Civil, dos despachos não cabe recurso.3. A jurisprudência do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul é pacífica no sentido de que decisões que postergam a análise de pedidos de produção de provas são irrecorríveis por constituírem despachos de mero expediente.4. O preparo recursal foi recolhido apenas pelo agravante que não é beneficiário da gratuidade da justiça, sendo determinada a baixa das guias geradas em nome dos demais agravantes que são beneficiários da gratuidade. IV. TESE:1. O pronunciamento judicial que posterga a análise de pedido de produção de provas para momento posterior constitui despacho de mero expediente, sem cunho decisório, sendo irrecorrível nos termos dos artigos 203, § 3º e 1.001 do CPC. ___________Dispositivos relevantes citados: CPC, arts. 203, § 3º e 1.001.Jurisprudência relevante citada: TJRS, Agravo de Instrumento, Nº 53373406720248217000, Vigésima Terceira Câmara Cível, Relator: Bayard Ney de Freitas Barcellos, Julgado em: 22-11-2024; TJRS, Agravo de Instrumento, Nº 52547775020238217000, Segunda Câmara Cível, Relator: Lúcia de Fátima Cerveira, Julgado em: 16-08-2023. V. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO CONHECIDO , EM DECISÃO MONOCRÁTICA. ( Agravo de Instrumento, Nº 52526333520258217000, Décima Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Carla Patricia Boschetti Marcon, Julgado em: 04-09-2025) Ante o exposto , não conheço do agravo de instrumento interposto, pois não admitido nos termos do rol do art. 1.015, do CPC. Diligências Legais.