Detalhe do processo

5181483-36.2018.8.13.0024

Tribunal de Justiça de Minas Gerais · TJMG · Baixa relevância · confiança da classificação: media

Dados do processo

Órgão
18ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte
Classe
PROCEDIMENTO COMUM CíVEL
Termo encontrado
laudo pericial
Publicações
1 (histórico completo abaixo)
PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE MINAS GERAIS Justiça de Primeira Instância Comarca de Belo Horizonte / 18ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte Avenida Raja Gabaglia, 1753, Luxemburgo, Belo Horizonte - MG - CEP: 30380-900 PROCESSO Nº: 5181483-36.2018.8.13.0024 CLASSE: [CÍVEL] PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7) ASSUNTO: [Despesas Condominiais] AUTOR: CONDOMINIO DO EDIFICIO VALE D AMPEZZO CPF: 86.735.727/0001-32 RÉU: RENATO LINO FERREIRA CPF: 625.996.076-04 e outros SENTENÇA Vistos. 1. RELATÓRIO CONDOMINIO DO EDIFICIO VALE D AMPEZZO (CNPJ: 86.735.727/0001-32)), devidamente qualificado e por meio de advogado regularmente constituído, ajuizou AÇÃO DE COBRANÇA contra RENATO LINO FERREIRA (CPF: 625.996.076-04) e JANETE DE SOUZA FERREIRA (CPF: 885.366.026-00), também qualificados. Narra a parte autora, em síntese, que realizou obras emergenciais e necessárias para a conservação e segurança da estrutura e fachada do edifício, cujo custo total, após rateio, gerou um débito para a unidade dos réus (lojas 08 e 09) no valor de R$ 27.217,10. Afirma que os réus, embora notificados, se recusam a pagar a sua quota-parte. Ao final, pede a condenação dos réus ao pagamento do valor devido, acrescido de correção monetária e juros. Com a inicial, trouxe documentos. A inicial foi recebida(ID.59797199) Regularmente citados, os réus apresentaram contestação (ID.75137154), arguindo a conexão com outro processo. No mérito, arguíram a prescrição parcial da dívida e sustentaram que suas lojas são autônomas e que a Convenção de Condomínio os isenta do pagamento das despesas. Alegam que as obras não lhes trouxeram proveito efetivo e que os valores cobrados carecem de liquidez e certeza, impugnando a documentação apresentada. A parte autora apresentou impugnação à contestação(ID.78589351) rechaçando as questões sucitadas pela reqauerida e reiterando os termos da inicial. O processo foi saneado e organizado(ID.3264506524) rejeitando a prejudicial de prescrição e deferindo o aproveitamento de prova pericial (contábil e de engenharia) a ser produzida em processo conexo (nº 5181504-12.2018.8.13.0024). Laudo de engenharia juntado(ID.10611305065 e ID.10611307891), bem como esclarecimentos(ID.10625629934). O Laudo pericial contábil foi juntado em ID.10698730534 e seguintes. Alegações finais pelas partes (ID.10701376120 e ID.10712403298). É o sucinto relatório. Passo a DECIDIR. 2. FUNDAMENTAÇÃO A controvérsia submetida a julgamento consiste na responsabilidade dos proprietários de unidade comercial autônoma pelo custeio de despesas extraordinárias decorrentes de obras de reforma e manutenção na edificação e, em caso positivo, delimitar a extensão dessa obrigação. Disciplina o Código Civil em seu art.1336: "São deveres do condômino: I - contribuir para as despesas do condomínio na proporção das suas frações ideais, salvo disposição em contrário na convenção". A convenção condominial, em sua cláusula terceira, parágrafo segundo (ID 58783171)estabelece: “Ás lojas não pagarão condomínio pois, as mesmas tem rede de água e esgoto separadas do prédio, tornando-as autônomas.”(sic) Tal disposição, contudo, refere-se às despesas ordinárias ligadas ao uso cotidiano das áreas comuns residenciais, das quais as lojas de fato não se beneficiam. Ora, a isenção não pode ser estendida de forma absoluta às despesas extraordinárias que visam à conservação e segurança da estrutura que é una e serve a todo o edifício, sob pena de enriquecimento ilícito de parte dos condôminos em detrimento da coletividade. Assim, necessário que seja analisado o escopo da obra realizada. Realizada a prova pericial, o perito, após realizar vistoria no local e analisar a documentação juntada, dividiu o empreendimento em três blocos funcionais e classificou as obras executadas, identificando-as, com base no critério do proveito e quais unidades seriam responsáveis pelo custeio de cada serviço. Em relação aos serviços de recuperação estrutural, o perito esclareceu que as obras realizadas pela empresa Alzata Engenharia, consistentes em reparos nas vigas, lajes e pilares de concreto armado, dizem respeito à estrutura que sustenta toda a edificação. Concluiu, assim, que tais custos devem ser suportados tanto pelas unidades residenciais quanto pelas comerciais, uma vez que beneficiam a solidez e segurança de todo o prédio. Ressaltou, ainda, que essa conclusão está em consonância com a natureza propter rem da obrigação e com a definição de estrutura como área comum do edifício. Quanto aos serviços de impermeabilização, o laudo destacou que a impermeabilização da laje do pilotis, que serve de cobertura para a garagem, beneficia exclusivamente as unidades residenciais, por serem as únicas a utilizarem essas áreas. Dessa forma, o perito concluiu que os custos do contrato celebrado com a empresa Imperall não devem ser rateados com as lojas. Nos esclarecimentos em ID.10625612822, o expert acrescentou que uma estrutura de concreto construída conforme as normas técnicas não necessita de impermeabilização para sua conservação, sendo esta medida necessária apenas para garantir a estanqueidade em benefício do pavimento inferior, destinado ao uso exclusivo dos apartamentos. No tocante aos serviços realizados nas fachadas, verificou-se que o trabalho executado pela empresa Laco Engenharia consistiu na recuperação e reparo das fachadas do bloco residencial. O perito concluiu que tais serviços atendem unicamente às unidades residenciais, motivo pelo qual seus custos devem ser suportados exclusivamente por elas, considerando que a parte comercial possui fachada própria e independente. Por fim, quanto ao sistema de incêndio, o laudo constatou que o sistema de hidrantes utiliza o mesmo reservatório e tubulações em comum, razão pela qual as intervenções executadas pela empresa Conservadora Cometa, referentes à troca de registros da reserva de incêndio, devem ser custeadas por todas as unidades. O perito apenas ressalvou que a limpeza da caixa d’água destinada à potabilidade deve ser de responsabilidade exclusiva da parte residencial. O perito ressaltou a dificuldade em individualizar, dentro do contrato da empresa Alzata, os valores exatos de cada serviço, mas estimou que a maior parte (80% a 90%) se refere a reparos estruturais de responsabilidade comum. Nesse cenário, o pedido do autor, tal como formulado — cobrança de uma fração do valor global de todas as obras —, não pode prosperar em sua integralidade, pois está comprovado que parte substancial das despesas não são de responsabilidade dos réus. Por outro lado, a defesa dos réus pela isenção total também não se sustenta, pois ficou demonstrada a sua obrigação de contribuir para as obras estruturais e de segurança. Portanto, a parcial procedência do pedido é medida que se impõe. 3. DISPOSITIVO Ao exposto, resolvendo o mérito nos termos do art. 487, inciso I, do CPC, resolvendo o mérito, julgo parcialmente procedentes os pedidos formulados por CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO VALE D’AMPEZZO (CNPJ n. 86.735.727/0001-32) para condenar os réus RENATO LINO FERREIRA (CPF: 625.996.076-04) e JANETE DE SOUZA FERREIRA (CPF: 885.366.026-00), a concorrerem, na proporção de sua fração ideal, para o pagamento das despesas extraordinárias relativas às obras de recuperação estrutural da edificação (correspondentes à parte dos serviços de proveito comum prestados pela empresa Alzata Engenharia) e de manutenção do sistema de combate a incêndio (referentes aos serviços prestados pela empresa Conservadora Cometa), conforme delimitado na fundamentação e conclusão do laudo pericial de engenharia (ID 10611305065 e esclarecimentos posteriores). Os valores deverão ser atualizados pela Taxa SELIC como índice único de correção monetária e juros de mora para as dívidas civis, a partir do evento danoso(pagamento das despesas pertinente), por se tratar de responsabilidade extracontratual, conforme estabelece a Súm. 43/STJ, vedada sua cumulação com quaisquer outros índices, em conformidade com a Lei nº 14.905/2024 e o Tema 1368 do STJ. Considerando a sucumbência recíproca, condeno as partes ao pagamento de custas e despesas processuais, na proporção de 50% (cinquenta por cento) para cada. Condeno a parte autora a pagar honorários advocatícios em favor do advogado da requerida, arbitrados em 12% (doze por cento) sobre o valor da condenação, corrigido, nos termos do art. 85, §2º, do CPC. Condeno a parte requerida ao pagamento de verba honorária em favor do advogado da parte autora, fixados em 12% (doze por cento) sobre o valor da condenação, corrigido, nos termos do art. 85, §2º, do CPC. Fica vedada a compensação nos termos do art. 85, §14 do CPC. Registrar. Publicar. Intimar. Com o trânsito em julgado, ao arquivo com baixa. Belo Horizonte, data da assinatura eletrônica. FERNANDO FULGÊNCIO FELICÍSSIMO Juiz de Direito da 18ª Vara Cível
Trecho da publicação mais recente (15/07/2026) onde o termo "laudo pericial" foi detectado.

Partes

Autor CONDOMINIO DO EDIFICIO VALE D AMPEZZO

Réu JANETE DE SOUZA FERREIRA

Réu RENATO LINO FERREIRA

Andamento identificado

Só etapas com sinal real detectado no texto — sem inventar rito que o sistema não consegue verificar.

  • Publicação localizada pelo radar15/07/2026
  • Despacho saneador identificado
  • Perícia deferida/designada
  • Perícia indireta (documental)
  • Data da perícia marcada
  • Perícia realizada / laudo juntado

Advogados envolvidos

Canal de contato prioritário: convencer o advogado costuma ser o caminho mais direto até a parte.

LEONARDA REZENDE PROCOPIO DE ALVARENGA

OAB: 97810/MG

CYNTHIA BOLIVAR MOREIRA E BRITO

OAB: 67374/MG
Este processo não está marcado como quente — a investigação de contato (Fase 2) só roda sob demanda, pra não gastar tempo/custo em processos de baixa relevância. Marque como quente acima pra abrir o dossiê.

Histórico de publicações (1)

15/07/2026Baixa relevância media

Intimação · termo: "laudo pericial"

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE MINAS GERAIS Justiça de Primeira Instância Comarca de Belo Horizonte / 18ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte Avenida Raja Gabaglia, 1753, Luxemburgo, Belo Horizonte - MG - CEP: 30380-900 PROCESSO Nº: 5181483-36.2018.8.13.0024 CLASSE: [CÍVEL] PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7) ASSUNTO: [Despesas Condominiais] AUTOR: CONDOMINIO DO EDIFICIO VALE D AMPEZZO CPF: 86.735.727/0001-32 RÉU: RENATO LINO FERREIRA CPF: 625.996.076-04 e outros SENTENÇA Vistos. 1. RELATÓRIO CONDOMINIO DO EDIFICIO VALE D AMPEZZO (CNPJ: 86.735.727/0001-32)), devidamente qualificado e por meio de advogado regularmente constituído, ajuizou AÇÃO DE COBRANÇA contra RENATO LINO FERREIRA (CPF: 625.996.076-04) e JANETE DE SOUZA FERREIRA (CPF: 885.366.026-00), também qualificados. Narra a parte autora, em síntese, que realizou obras emergenciais e necessárias para a conservação e segurança da estrutura e fachada do edifício, cujo custo total, após rateio, gerou um débito para a unidade dos réus (lojas 08 e 09) no valor de R$ 27.217,10. Afirma que os réus, embora notificados, se recusam a pagar a sua quota-parte. Ao final, pede a condenação dos réus ao pagamento do valor devido, acrescido de correção monetária e juros. Com a inicial, trouxe documentos. A inicial foi recebida(ID.59797199) Regularmente citados, os réus apresentaram contestação (ID.75137154), arguindo a conexão com outro processo. No mérito, arguíram a prescrição parcial da dívida e sustentaram que suas lojas são autônomas e que a Convenção de Condomínio os isenta do pagamento das despesas. Alegam que as obras não lhes trouxeram proveito efetivo e que os valores cobrados carecem de liquidez e certeza, impugnando a documentação apresentada. A parte autora apresentou impugnação à contestação(ID.78589351) rechaçando as questões sucitadas pela reqauerida e reiterando os termos da inicial. O processo foi saneado e organizado(ID.3264506524) rejeitando a prejudicial de prescrição e deferindo o aproveitamento de prova pericial (contábil e de engenharia) a ser produzida em processo conexo (nº 5181504-12.2018.8.13.0024). Laudo de engenharia juntado(ID.10611305065 e ID.10611307891), bem como esclarecimentos(ID.10625629934). O Laudo pericial contábil foi juntado em ID.10698730534 e seguintes. Alegações finais pelas partes (ID.10701376120 e ID.10712403298). É o sucinto relatório. Passo a DECIDIR. 2. FUNDAMENTAÇÃO A controvérsia submetida a julgamento consiste na responsabilidade dos proprietários de unidade comercial autônoma pelo custeio de despesas extraordinárias decorrentes de obras de reforma e manutenção na edificação e, em caso positivo, delimitar a extensão dessa obrigação. Disciplina o Código Civil em seu art.1336: "São deveres do condômino: I - contribuir para as despesas do condomínio na proporção das suas frações ideais, salvo disposição em contrário na convenção". A convenção condominial, em sua cláusula terceira, parágrafo segundo (ID 58783171)estabelece: “Ás lojas não pagarão condomínio pois, as mesmas tem rede de água e esgoto separadas do prédio, tornando-as autônomas.”(sic) Tal disposição, contudo, refere-se às despesas ordinárias ligadas ao uso cotidiano das áreas comuns residenciais, das quais as lojas de fato não se beneficiam. Ora, a isenção não pode ser estendida de forma absoluta às despesas extraordinárias que visam à conservação e segurança da estrutura que é una e serve a todo o edifício, sob pena de enriquecimento ilícito de parte dos condôminos em detrimento da coletividade. Assim, necessário que seja analisado o escopo da obra realizada. Realizada a prova pericial, o perito, após realizar vistoria no local e analisar a documentação juntada, dividiu o empreendimento em três blocos funcionais e classificou as obras executadas, identificando-as, com base no critério do proveito e quais unidades seriam responsáveis pelo custeio de cada serviço. Em relação aos serviços de recuperação estrutural, o perito esclareceu que as obras realizadas pela empresa Alzata Engenharia, consistentes em reparos nas vigas, lajes e pilares de concreto armado, dizem respeito à estrutura que sustenta toda a edificação. Concluiu, assim, que tais custos devem ser suportados tanto pelas unidades residenciais quanto pelas comerciais, uma vez que beneficiam a solidez e segurança de todo o prédio. Ressaltou, ainda, que essa conclusão está em consonância com a natureza propter rem da obrigação e com a definição de estrutura como área comum do edifício. Quanto aos serviços de impermeabilização, o laudo destacou que a impermeabilização da laje do pilotis, que serve de cobertura para a garagem, beneficia exclusivamente as unidades residenciais, por serem as únicas a utilizarem essas áreas. Dessa forma, o perito concluiu que os custos do contrato celebrado com a empresa Imperall não devem ser rateados com as lojas. Nos esclarecimentos em ID.10625612822, o expert acrescentou que uma estrutura de concreto construída conforme as normas técnicas não necessita de impermeabilização para sua conservação, sendo esta medida necessária apenas para garantir a estanqueidade em benefício do pavimento inferior, destinado ao uso exclusivo dos apartamentos. No tocante aos serviços realizados nas fachadas, verificou-se que o trabalho executado pela empresa Laco Engenharia consistiu na recuperação e reparo das fachadas do bloco residencial. O perito concluiu que tais serviços atendem unicamente às unidades residenciais, motivo pelo qual seus custos devem ser suportados exclusivamente por elas, considerando que a parte comercial possui fachada própria e independente. Por fim, quanto ao sistema de incêndio, o laudo constatou que o sistema de hidrantes utiliza o mesmo reservatório e tubulações em comum, razão pela qual as intervenções executadas pela empresa Conservadora Cometa, referentes à troca de registros da reserva de incêndio, devem ser custeadas por todas as unidades. O perito apenas ressalvou que a limpeza da caixa d’água destinada à potabilidade deve ser de responsabilidade exclusiva da parte residencial. O perito ressaltou a dificuldade em individualizar, dentro do contrato da empresa Alzata, os valores exatos de cada serviço, mas estimou que a maior parte (80% a 90%) se refere a reparos estruturais de responsabilidade comum. Nesse cenário, o pedido do autor, tal como formulado — cobrança de uma fração do valor global de todas as obras —, não pode prosperar em sua integralidade, pois está comprovado que parte substancial das despesas não são de responsabilidade dos réus. Por outro lado, a defesa dos réus pela isenção total também não se sustenta, pois ficou demonstrada a sua obrigação de contribuir para as obras estruturais e de segurança. Portanto, a parcial procedência do pedido é medida que se impõe. 3. DISPOSITIVO Ao exposto, resolvendo o mérito nos termos do art. 487, inciso I, do CPC, resolvendo o mérito, julgo parcialmente procedentes os pedidos formulados por CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO VALE D’AMPEZZO (CNPJ n. 86.735.727/0001-32) para condenar os réus RENATO LINO FERREIRA (CPF: 625.996.076-04) e JANETE DE SOUZA FERREIRA (CPF: 885.366.026-00), a concorrerem, na proporção de sua fração ideal, para o pagamento das despesas extraordinárias relativas às obras de recuperação estrutural da edificação (correspondentes à parte dos serviços de proveito comum prestados pela empresa Alzata Engenharia) e de manutenção do sistema de combate a incêndio (referentes aos serviços prestados pela empresa Conservadora Cometa), conforme delimitado na fundamentação e conclusão do laudo pericial de engenharia (ID 10611305065 e esclarecimentos posteriores). Os valores deverão ser atualizados pela Taxa SELIC como índice único de correção monetária e juros de mora para as dívidas civis, a partir do evento danoso(pagamento das despesas pertinente), por se tratar de responsabilidade extracontratual, conforme estabelece a Súm. 43/STJ, vedada sua cumulação com quaisquer outros índices, em conformidade com a Lei nº 14.905/2024 e o Tema 1368 do STJ. Considerando a sucumbência recíproca, condeno as partes ao pagamento de custas e despesas processuais, na proporção de 50% (cinquenta por cento) para cada. Condeno a parte autora a pagar honorários advocatícios em favor do advogado da requerida, arbitrados em 12% (doze por cento) sobre o valor da condenação, corrigido, nos termos do art. 85, §2º, do CPC. Condeno a parte requerida ao pagamento de verba honorária em favor do advogado da parte autora, fixados em 12% (doze por cento) sobre o valor da condenação, corrigido, nos termos do art. 85, §2º, do CPC. Fica vedada a compensação nos termos do art. 85, §14 do CPC. Registrar. Publicar. Intimar. Com o trânsito em julgado, ao arquivo com baixa. Belo Horizonte, data da assinatura eletrônica. FERNANDO FULGÊNCIO FELICÍSSIMO Juiz de Direito da 18ª Vara Cível