Detalhe do processo

0821854-14.2025.8.19.0203

Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro · TJRJ · Baixa relevância · confiança da classificação: media

Dados do processo

Órgão
SECRETARIA DA 8ª CÂMARA CRIMINAL
Classe
APELAçãO CRIMINAL
Termo encontrado
exame pericial
Publicações
1 (histórico completo abaixo)
*** SECRETARIA DA 8ª CÂMARA CRIMINAL *** ------------------------- CONCLUSÕES DE ACÓRDÃO ------------------------- - APELAÇÃO 0821854-14.2025.8.19.0203 Assunto: Adulteração de Sinal Identificador de Veículo Automotor / Crimes contra a Fé Pública / DIREITO PENAL Origem: JACAREPAGUA REGIONAL 2 VARA CRIMINAL Ação: 0821854-14.2025.8.19.0203 Protocolo: 3204/2026.00200607 APTE: NELSON DE SANTANA DOS SANTOS ADVOGADO: FABIO DA SILVA MANOEL OAB/RJ-107675 APDO: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Relator: DES. LUCIANO SILVA BARRETO Revisor: DES. MARCIUS DA COSTA FERREIRA Funciona: Ministério Público Ementa: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO DE APELAÇÃO CRIMINAL. IMPUTAÇÃO DA CONDUTA MOLDADA NO ARTIGO 311, § 2º, INCISO III, DO CÓDIGO PENAL.ADULTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR DE VEÍCULO AUTOMOTOR. MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS. OCULTAÇÃO DE PLACA COM PANO. TIPICIDADE CONFIGURADA. DESNECESSIDADE DE PERÍCIA. MANUTENÇÃO DA CONDENAÇÃO. RECURSO DESPROVIDO.I. CASO EM EXAME1.Recurso de apelação interposto contra a sentença que condenou o recorrente pela prática da conduta moldada no artigo 311, § 2º, inciso III, do Código Penal, a 03 (três) anos, 06 (seis) meses de reclusão e 11 (onze) dias multa, à razão unitária mínima, no regime inicial semiaberto. II. QUESTÕES EM DISCUSSÃO2.As questões em discussão consistem em verificar se:(i)a conduta consistente em encobrir a placa de veículo automotor com pano configura o delito previsto no artigo 311, § 2º, III, do Código Penal;(ii)o conjunto probatório produzido nos autos é idôneo para sustentar o decreto condenatório.III. RAZÕES DE DECIDIR3.A materialidade resulta demonstrada pelo auto de prisão em flagrante, registro de ocorrência, termos de depoimentos dos policiais, auto de apreensão e fotografia do veículo com a placa encoberta.4.A autoria fora comprovada pelos depoimentos harmônicos e coerentes dos policiais militares, colhidos sob o crivo do contraditório e em consonância com os demais elementos probatórios.5.O testemunho dos agentes policiais goza de presunção de veracidade e não pode ser desqualificado apenas pela sua condição funcional, especialmente quando harmônico com os demais elementos de prova. 6.O artigo 311, § 2º, III, do Código Penal tutela a fé pública e a regular identificação de veículos automotores, abrangendo condutas que impeçam ou dificultem, ainda que temporariamente, a identificação do veículo.7.O ato de encobrir deliberadamente o sinal identificador equipara-se à sua adulteração, porquanto frustra a função essencial de permitir a identificação do veículo pelos órgãos de fiscalização e por terceiros.8.O uso de um pano removível dispensa exame pericial, por não demandar conhecimento técnico especializado, nem produzir vestígios permanentes suscetíveis de constatação pericial.IV. DISPOSITIVO E TESE9. Desprovimento do recurso.Tese de julgamento:1.A conduta de encobrir deliberadamente a placa de veículo automotor configura o delito previsto no artigo 311,§ 2º, III, do Código Penal, por impedir a identificação do veículo e frustrar a função do sinal identificador.2.A ocultação transitória ou removível da placa equipara-se à adulteração do sinal identificador para fins de adequação típica.3.A prova oral consistente e harmônica dos agentes policiais, corroborada pelos demais elementos dos autos, é apta a fundamentar decreto condenatório.4.A conduta em análise dispensa prova pericial, por não demandar conhecimento técnico especializado, assim como não produz vestígios permanentes.Dispositivos legais relevantes citados: CP, artigo 311, § 2º, III; CPP, artigos 156, 158 e 383; CRFB/198 Conclusões: NEGARAM PROVIMENTO AO RECURSO. DECISÃO UNÂNIME.
Trecho da publicação mais recente (23/07/2026) onde o termo "exame pericial" foi detectado.

Partes

Réu MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Autor NELSON DE SANTANA DOS SANTOS

Andamento identificado

Só etapas com sinal real detectado no texto — sem inventar rito que o sistema não consegue verificar.

  • Publicação localizada pelo radar23/07/2026
  • Despacho saneador identificado
  • Perícia deferida/designada
  • Perícia indireta (documental)
  • Data da perícia marcada
  • Perícia realizada / laudo juntado

Advogados envolvidos

Canal de contato prioritário: convencer o advogado costuma ser o caminho mais direto até a parte.

FABIO DA SILVA MANOEL

OAB: 107675/RJ
Este processo não está marcado como quente — a investigação de contato (Fase 2) só roda sob demanda, pra não gastar tempo/custo em processos de baixa relevância. Marque como quente acima pra abrir o dossiê.

Histórico de publicações (1)

23/07/2026Baixa relevância media

Intimação · termo: "exame pericial"

*** SECRETARIA DA 8ª CÂMARA CRIMINAL *** ------------------------- CONCLUSÕES DE ACÓRDÃO ------------------------- - APELAÇÃO 0821854-14.2025.8.19.0203 Assunto: Adulteração de Sinal Identificador de Veículo Automotor / Crimes contra a Fé Pública / DIREITO PENAL Origem: JACAREPAGUA REGIONAL 2 VARA CRIMINAL Ação: 0821854-14.2025.8.19.0203 Protocolo: 3204/2026.00200607 APTE: NELSON DE SANTANA DOS SANTOS ADVOGADO: FABIO DA SILVA MANOEL OAB/RJ-107675 APDO: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Relator: DES. LUCIANO SILVA BARRETO Revisor: DES. MARCIUS DA COSTA FERREIRA Funciona: Ministério Público Ementa: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO DE APELAÇÃO CRIMINAL. IMPUTAÇÃO DA CONDUTA MOLDADA NO ARTIGO 311, § 2º, INCISO III, DO CÓDIGO PENAL.ADULTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR DE VEÍCULO AUTOMOTOR. MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS. OCULTAÇÃO DE PLACA COM PANO. TIPICIDADE CONFIGURADA. DESNECESSIDADE DE PERÍCIA. MANUTENÇÃO DA CONDENAÇÃO. RECURSO DESPROVIDO.I. CASO EM EXAME1.Recurso de apelação interposto contra a sentença que condenou o recorrente pela prática da conduta moldada no artigo 311, § 2º, inciso III, do Código Penal, a 03 (três) anos, 06 (seis) meses de reclusão e 11 (onze) dias multa, à razão unitária mínima, no regime inicial semiaberto. II. QUESTÕES EM DISCUSSÃO2.As questões em discussão consistem em verificar se:(i)a conduta consistente em encobrir a placa de veículo automotor com pano configura o delito previsto no artigo 311, § 2º, III, do Código Penal;(ii)o conjunto probatório produzido nos autos é idôneo para sustentar o decreto condenatório.III. RAZÕES DE DECIDIR3.A materialidade resulta demonstrada pelo auto de prisão em flagrante, registro de ocorrência, termos de depoimentos dos policiais, auto de apreensão e fotografia do veículo com a placa encoberta.4.A autoria fora comprovada pelos depoimentos harmônicos e coerentes dos policiais militares, colhidos sob o crivo do contraditório e em consonância com os demais elementos probatórios.5.O testemunho dos agentes policiais goza de presunção de veracidade e não pode ser desqualificado apenas pela sua condição funcional, especialmente quando harmônico com os demais elementos de prova. 6.O artigo 311, § 2º, III, do Código Penal tutela a fé pública e a regular identificação de veículos automotores, abrangendo condutas que impeçam ou dificultem, ainda que temporariamente, a identificação do veículo.7.O ato de encobrir deliberadamente o sinal identificador equipara-se à sua adulteração, porquanto frustra a função essencial de permitir a identificação do veículo pelos órgãos de fiscalização e por terceiros.8.O uso de um pano removível dispensa exame pericial, por não demandar conhecimento técnico especializado, nem produzir vestígios permanentes suscetíveis de constatação pericial.IV. DISPOSITIVO E TESE9. Desprovimento do recurso.Tese de julgamento:1.A conduta de encobrir deliberadamente a placa de veículo automotor configura o delito previsto no artigo 311,§ 2º, III, do Código Penal, por impedir a identificação do veículo e frustrar a função do sinal identificador.2.A ocultação transitória ou removível da placa equipara-se à adulteração do sinal identificador para fins de adequação típica.3.A prova oral consistente e harmônica dos agentes policiais, corroborada pelos demais elementos dos autos, é apta a fundamentar decreto condenatório.4.A conduta em análise dispensa prova pericial, por não demandar conhecimento técnico especializado, assim como não produz vestígios permanentes.Dispositivos legais relevantes citados: CP, artigo 311, § 2º, III; CPP, artigos 156, 158 e 383; CRFB/198 Conclusões: NEGARAM PROVIMENTO AO RECURSO. DECISÃO UNÂNIME.