Detalhe do processo

0807576-32.2025.8.19.0001

Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro · TJRJ · Baixa relevância · confiança da classificação: media

Dados do processo

Órgão
SECRETARIA DA 5ª CÂMARA CRIMINAL
Classe
APELAçãO CRIMINAL
Termo encontrado
laudo pericial
Publicações
1 (histórico completo abaixo)
*** SECRETARIA DA 5ª CÂMARA CRIMINAL *** ------------------------- CONCLUSÕES DE ACÓRDÃO ------------------------- - APELAÇÃO 0807576-32.2025.8.19.0001 Assunto: Furto Qualificado / Crimes contra o Patrimônio / DIREITO PENAL Origem: CAPITAL 14 VARA CRIMINAL Ação: 0807576-32.2025.8.19.0001 Protocolo: 3204/2026.00166223 APTE: JORGE PAULO MOREIRA DE SOUZA OUTRO NOME: JORGE DA CONCEIÇÃO MOREIRA ADVOGADO: DEFENSORIA PUBLICA OAB/DP-000000 APDO: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Relator: JDS. DES. PAULA FERNANDES MACHADO Revisor: DES. PAULO DE TARSO NEVES Funciona: Ministério Público e Defensoria Pública Ementa: PENAL E PROCESSO PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. FURTO QUALIFICADO. SUBTRAÇÃO DE CABOS DE SEMÁFORO. DOSIMETRIA DA PENA. CONSEQUÊNCIAS DO DELITO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE QUE O SEMÁFORO FICOU INOPERANTE EM RAZÃO DO FURTO. NEUTRALIZAÇÃO. REGIME PRISIONAL. PENA INFERIOR A 04 (QUATRO) ANOS DE RECLUSÃO. RÉU REINCIDENTE. REGIME SEMIABERTO. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.I. Caso em exame1.Apelação criminal interposta pela Defesa contra sentença condenatória pelo crime previsto no artigo 155, § 4º, II, do Código Penal.II. Questões em discussão2.Há duas questões em discussão: a) saber se é lícita a negativação da circunstância judicial das consequências do crime; b) saber se o regime prisional inicial foi corretamente fixado.III. Razões de decidir3.A vetorial das consequências do crime foi negativada porque, pela ação criminosa, o semáforo ficou inoperante.4.O motivo para a negativação se mostrou inidôneo, uma vez que não há prova pericial que ateste o nexo de causalidade entre o delito praticado e a inoperância do semáforo, pois não se sabe se esta foi causada pela retirada dos fios ou se já havia defeito anterior.5.Admitir a negativação das consequências do delito pelo motivo invocado foge à lógica do in dubio pro reo, que rege o sistema processual penal vigente, impondo ao réu o ônus da prova que não lhe compete.6.Ao apelante foi imposto o regime semiaberto como o regime inicial de cumprimento de pena, apesar de a reprimenda ter sido fixada em patamar inferior a 04 (quatro) anos, o que foi motivado pela reincidência.7.Nos termos da súmula nº 719 do STF, a imposição do regime mais severo do que a pena aplicada exige fundamentação idônea. Em consonância com a súmula nº 269 do STJ, a reincidência é motivo idôneo para a imposição do regime semiaberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a 04 (quatro) anos, o que é exatamente o caso do apelante.IV. Dispositivo e tese8.Recurso defensivo conhecido e parcialmente provido.Tese de julgamento:¿1. A ausência de laudo pericial impede a exasperação da pena base com fulcro em consequência do delito que deixa vestígio.2. A reincidência é motivo idôneo para a imposição do regime semiaberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a 04 (quatro) anos.¿______________________________Dispositivos relevantes citados: CF/1988, 5º, XXVII, XXXV e LIII, 93, IX; CP, arts. 33, § 2º, ¿b¿, 44, II, 59, 61, I, 68, 77, I, e 155, §4º, II; CPP, art. 158.Jurisprudência citada relevante: Súmula vinculante nº 56; súmula nº 719/STF; súmula nº 269/STJ. Conclusões: ACORDAM os Desembargadores que integram a Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por unanimidade, em CONHECER e DAR PARCIAL PROVIMENTO à apelação criminal, a fim de neutralizar a circunstância judicial das consequências do crime, redimensionando, portanto, a pena do apelante para 02 (DOIS) ANOS E 04 (QUATRO) MESES DE RECLUSÃO E PAGAMENTO DE 11 (ONZE) DIAS-MULTA, NO VALOR UNITÁRIO MÍNIMO LEGAL, EM REGIME SEMIABERTO, mantida, no mais, a sentença recorrida. Tudo nos termos do voto da JDS Relatora.
Trecho da publicação mais recente (19/08/2026) onde o termo "laudo pericial" foi detectado.

Partes

Réu JORGE DA CONCEIÇÃO MOREIRA

Autor JORGE PAULO MOREIRA DE SOUZA

Réu MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Andamento identificado

Só etapas com sinal real detectado no texto — sem inventar rito que o sistema não consegue verificar.

  • Publicação localizada pelo radar19/08/2026
  • Despacho saneador identificado
  • Perícia deferida/designada
  • Perícia indireta (documental)
  • Data da perícia marcada
  • Perícia realizada / laudo juntado
Este processo não está marcado como quente — a investigação de contato (Fase 2) só roda sob demanda, pra não gastar tempo/custo em processos de baixa relevância. Marque como quente acima pra abrir o dossiê.

Histórico de publicações (1)

19/08/2026Baixa relevância media

Intimação · termo: "laudo pericial"

*** SECRETARIA DA 5ª CÂMARA CRIMINAL *** ------------------------- CONCLUSÕES DE ACÓRDÃO ------------------------- - APELAÇÃO 0807576-32.2025.8.19.0001 Assunto: Furto Qualificado / Crimes contra o Patrimônio / DIREITO PENAL Origem: CAPITAL 14 VARA CRIMINAL Ação: 0807576-32.2025.8.19.0001 Protocolo: 3204/2026.00166223 APTE: JORGE PAULO MOREIRA DE SOUZA OUTRO NOME: JORGE DA CONCEIÇÃO MOREIRA ADVOGADO: DEFENSORIA PUBLICA OAB/DP-000000 APDO: MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Relator: JDS. DES. PAULA FERNANDES MACHADO Revisor: DES. PAULO DE TARSO NEVES Funciona: Ministério Público e Defensoria Pública Ementa: PENAL E PROCESSO PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. FURTO QUALIFICADO. SUBTRAÇÃO DE CABOS DE SEMÁFORO. DOSIMETRIA DA PENA. CONSEQUÊNCIAS DO DELITO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE QUE O SEMÁFORO FICOU INOPERANTE EM RAZÃO DO FURTO. NEUTRALIZAÇÃO. REGIME PRISIONAL. PENA INFERIOR A 04 (QUATRO) ANOS DE RECLUSÃO. RÉU REINCIDENTE. REGIME SEMIABERTO. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.I. Caso em exame1.Apelação criminal interposta pela Defesa contra sentença condenatória pelo crime previsto no artigo 155, § 4º, II, do Código Penal.II. Questões em discussão2.Há duas questões em discussão: a) saber se é lícita a negativação da circunstância judicial das consequências do crime; b) saber se o regime prisional inicial foi corretamente fixado.III. Razões de decidir3.A vetorial das consequências do crime foi negativada porque, pela ação criminosa, o semáforo ficou inoperante.4.O motivo para a negativação se mostrou inidôneo, uma vez que não há prova pericial que ateste o nexo de causalidade entre o delito praticado e a inoperância do semáforo, pois não se sabe se esta foi causada pela retirada dos fios ou se já havia defeito anterior.5.Admitir a negativação das consequências do delito pelo motivo invocado foge à lógica do in dubio pro reo, que rege o sistema processual penal vigente, impondo ao réu o ônus da prova que não lhe compete.6.Ao apelante foi imposto o regime semiaberto como o regime inicial de cumprimento de pena, apesar de a reprimenda ter sido fixada em patamar inferior a 04 (quatro) anos, o que foi motivado pela reincidência.7.Nos termos da súmula nº 719 do STF, a imposição do regime mais severo do que a pena aplicada exige fundamentação idônea. Em consonância com a súmula nº 269 do STJ, a reincidência é motivo idôneo para a imposição do regime semiaberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a 04 (quatro) anos, o que é exatamente o caso do apelante.IV. Dispositivo e tese8.Recurso defensivo conhecido e parcialmente provido.Tese de julgamento:¿1. A ausência de laudo pericial impede a exasperação da pena base com fulcro em consequência do delito que deixa vestígio.2. A reincidência é motivo idôneo para a imposição do regime semiaberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a 04 (quatro) anos.¿______________________________Dispositivos relevantes citados: CF/1988, 5º, XXVII, XXXV e LIII, 93, IX; CP, arts. 33, § 2º, ¿b¿, 44, II, 59, 61, I, 68, 77, I, e 155, §4º, II; CPP, art. 158.Jurisprudência citada relevante: Súmula vinculante nº 56; súmula nº 719/STF; súmula nº 269/STJ. Conclusões: ACORDAM os Desembargadores que integram a Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por unanimidade, em CONHECER e DAR PARCIAL PROVIMENTO à apelação criminal, a fim de neutralizar a circunstância judicial das consequências do crime, redimensionando, portanto, a pena do apelante para 02 (DOIS) ANOS E 04 (QUATRO) MESES DE RECLUSÃO E PAGAMENTO DE 11 (ONZE) DIAS-MULTA, NO VALOR UNITÁRIO MÍNIMO LEGAL, EM REGIME SEMIABERTO, mantida, no mais, a sentença recorrida. Tudo nos termos do voto da JDS Relatora.