Detalhe do processo

0032183-47.2018.8.19.0209

Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro · TJRJ · Baixa relevância · confiança da classificação: media

Dados do processo

Órgão
SECRETARIA DA 22ª CÂMARA DE DIREITO PRIVADO (ANTIGA 23ª CÂMARA CÍVEL)
Classe
APELAçãO CíVEL
Termo encontrado
laudo pericial
Publicações
1 (histórico completo abaixo)
*** SECRETARIA DA 22ª CÂMARA DE DIREITO PRIVADO (ANTIGA 23ª CÂMARA CÍVEL) *** ------------------------- CONCLUSÕES DE ACÓRDÃO ------------------------- - APELAÇÃO 0032183-47.2018.8.19.0209 Assunto: Inclusão Indevida em Cadastro de Inadimplentes / Indenização por Dano Moral / Responsabilidade do Fornecedor / DIREITO DO CONSUMIDOR Origem: BARRA DA TIJUCA REGIONAL 2 VARA CIVEL Ação: 0032183-47.2018.8.19.0209 Protocolo: 3204/2026.00406367 APTE: PEDRO ALVES ALCANTARA FILHO APTE: ELISABETE APARECIDA BEZERRA ROCHA ADVOGADO: ILMA MUNIZ DE ALMEIDA OAB/RJ-065281 APDO: BMW DO BRASIL LTDA ADVOGADO: CELSO DE FARIA MONTEIRO OAB/RJ-165048 APDO: VEJA VEICULOS JACAREPAGUA LTDA ADVOGADO: JOÃO CARLOS ALVES MASSÁ OAB/RJ-046538 Relator: DES. CRISTINA SERRA FEIJO Ementa: EMENTA. DIREITO DO CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. VEÍCULO ZERO QUILÔMETRO. VÍCIO DE FABRICAÇÃO NO SISTEMA DE FRENAGEM. RECALL. REPARO REALIZADO EM GARANTIA. AUSÊNCIA DE DANO MORAL. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. AFASTAMENTO DA MULTA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.I. CASO EM EXAME1. Apelação cível interposta por consumidores contra sentença que julgou improcedente pedido de indenização por danos morais formulado em face de concessionária e fabricante de veículo BMW 320i adquirido zero quilômetro e condenou os autores por litigância de má-fé. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO2. A questão em discussão consiste em definir se o vício de fabricação constatado no sistema de frenagem do veículo, posteriormente reconhecido em recall e reparado em garantia, gera direito à indenização por danos morais e estabelecer se estão presentes os requisitos para a condenação dos autores por litigância de má-fé. III. RAZÕES DE DECIDIR3. A prova documental e o laudo pericial indireto confirmam a existência de vício de fabricação relacionado à árvore de cames e ao servofreio, defeito posteriormente reconhecido pela fabricante em campanha de recall. 4. As rés realizam a substituição das peças defeituosas em garantia e dentro da rede autorizada antes mesmo da divulgação oficial do recall, sem qualquer ônus para os consumidores. 5. O laudo pericial conclui que eventual falha do servofreio não elimina a capacidade de frenagem do veículo, embora exija maior esforço do condutor e possa aumentar a distância necessária para parada. 6. Os autos não demonstram a persistência de defeitos após os reparos, a ocorrência de acidente, lesão, impossibilidade de utilização do veículo ou qualquer consequência concreta apta a caracterizar violação a direitos da personalidade. 7. O simples surgimento de defeito em veículo posteriormente reparado não configura, por si só, dano moral indenizável, por representar situação inserida no âmbito dos transtornos ordinários da vida em sociedade. 8. A condenação por litigância de má-fé exige demonstração inequívoca de dolo processual e de enquadramento em uma das hipóteses previstas no art. 80 do CPC. 9. O ajuizamento da demanda fundado em pretensão que a parte entende amparada pelo direito, ainda que rejeitada no mérito, não caracteriza litigância de má-fé sem prova de comportamento desleal ou intenção deliberada de alterar a verdade dos fatos. IV. DISPOSITIVO E TESERecurso parcialmente provido. Dispositivos relevantes citados: CDC, arts. 12, 14, 18 e 27. CPC, arts. 80, 81, 355, I, 373, I, 434 e 487, I.Jurisprudência relevante citada: TJRJ, Apelação Cível nº 0177120-03.2015.8.19.0001, Rel. Des. André Emilio Ribeiro Von Melentovytch, Sexta Câmara de Direito Público (antiga 21ª Câmara Cível), j. 01.11.2022; TJRJ, Apelação Cível nº 0804248-71.2022.8.19.0075, Rel. Des. Marcos Andre Chut, 22ª Câmara de Direito Privado, j. 12.05.2026. Conclusões: Por unanimidade de votos, deu-se parcial provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Trecho da publicação mais recente (28/07/2026) onde o termo "laudo pericial" foi detectado.

Partes

Réu BMW DO BRASIL LTDA

Autor ELISABETE APARECIDA BEZERRA ROCHA

Autor PEDRO ALVES ALCANTARA FILHO

Réu VEJA VEICULOS JACAREPAGUA LTDA

Andamento identificado

Só etapas com sinal real detectado no texto — sem inventar rito que o sistema não consegue verificar.

  • Publicação localizada pelo radar28/07/2026
  • Despacho saneador identificado
  • Perícia deferida/designada
  • Perícia indireta (documental)
  • Data da perícia marcada
  • Perícia realizada / laudo juntado

Advogados envolvidos

Canal de contato prioritário: convencer o advogado costuma ser o caminho mais direto até a parte.

JOÃO CARLOS ALVES MASSÁ

OAB: 46538/RJ

ILMA MUNIZ DE ALMEIDA

OAB: 65281/RJ

CELSO DE FARIA MONTEIRO

OAB: 165048/RJ
Este processo não está marcado como quente — a investigação de contato (Fase 2) só roda sob demanda, pra não gastar tempo/custo em processos de baixa relevância. Marque como quente acima pra abrir o dossiê.

Histórico de publicações (1)

28/07/2026Baixa relevância media

Intimação · termo: "laudo pericial"

*** SECRETARIA DA 22ª CÂMARA DE DIREITO PRIVADO (ANTIGA 23ª CÂMARA CÍVEL) *** ------------------------- CONCLUSÕES DE ACÓRDÃO ------------------------- - APELAÇÃO 0032183-47.2018.8.19.0209 Assunto: Inclusão Indevida em Cadastro de Inadimplentes / Indenização por Dano Moral / Responsabilidade do Fornecedor / DIREITO DO CONSUMIDOR Origem: BARRA DA TIJUCA REGIONAL 2 VARA CIVEL Ação: 0032183-47.2018.8.19.0209 Protocolo: 3204/2026.00406367 APTE: PEDRO ALVES ALCANTARA FILHO APTE: ELISABETE APARECIDA BEZERRA ROCHA ADVOGADO: ILMA MUNIZ DE ALMEIDA OAB/RJ-065281 APDO: BMW DO BRASIL LTDA ADVOGADO: CELSO DE FARIA MONTEIRO OAB/RJ-165048 APDO: VEJA VEICULOS JACAREPAGUA LTDA ADVOGADO: JOÃO CARLOS ALVES MASSÁ OAB/RJ-046538 Relator: DES. CRISTINA SERRA FEIJO Ementa: EMENTA. DIREITO DO CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. VEÍCULO ZERO QUILÔMETRO. VÍCIO DE FABRICAÇÃO NO SISTEMA DE FRENAGEM. RECALL. REPARO REALIZADO EM GARANTIA. AUSÊNCIA DE DANO MORAL. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. AFASTAMENTO DA MULTA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.I. CASO EM EXAME1. Apelação cível interposta por consumidores contra sentença que julgou improcedente pedido de indenização por danos morais formulado em face de concessionária e fabricante de veículo BMW 320i adquirido zero quilômetro e condenou os autores por litigância de má-fé. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO2. A questão em discussão consiste em definir se o vício de fabricação constatado no sistema de frenagem do veículo, posteriormente reconhecido em recall e reparado em garantia, gera direito à indenização por danos morais e estabelecer se estão presentes os requisitos para a condenação dos autores por litigância de má-fé. III. RAZÕES DE DECIDIR3. A prova documental e o laudo pericial indireto confirmam a existência de vício de fabricação relacionado à árvore de cames e ao servofreio, defeito posteriormente reconhecido pela fabricante em campanha de recall. 4. As rés realizam a substituição das peças defeituosas em garantia e dentro da rede autorizada antes mesmo da divulgação oficial do recall, sem qualquer ônus para os consumidores. 5. O laudo pericial conclui que eventual falha do servofreio não elimina a capacidade de frenagem do veículo, embora exija maior esforço do condutor e possa aumentar a distância necessária para parada. 6. Os autos não demonstram a persistência de defeitos após os reparos, a ocorrência de acidente, lesão, impossibilidade de utilização do veículo ou qualquer consequência concreta apta a caracterizar violação a direitos da personalidade. 7. O simples surgimento de defeito em veículo posteriormente reparado não configura, por si só, dano moral indenizável, por representar situação inserida no âmbito dos transtornos ordinários da vida em sociedade. 8. A condenação por litigância de má-fé exige demonstração inequívoca de dolo processual e de enquadramento em uma das hipóteses previstas no art. 80 do CPC. 9. O ajuizamento da demanda fundado em pretensão que a parte entende amparada pelo direito, ainda que rejeitada no mérito, não caracteriza litigância de má-fé sem prova de comportamento desleal ou intenção deliberada de alterar a verdade dos fatos. IV. DISPOSITIVO E TESERecurso parcialmente provido. Dispositivos relevantes citados: CDC, arts. 12, 14, 18 e 27. CPC, arts. 80, 81, 355, I, 373, I, 434 e 487, I.Jurisprudência relevante citada: TJRJ, Apelação Cível nº 0177120-03.2015.8.19.0001, Rel. Des. André Emilio Ribeiro Von Melentovytch, Sexta Câmara de Direito Público (antiga 21ª Câmara Cível), j. 01.11.2022; TJRJ, Apelação Cível nº 0804248-71.2022.8.19.0075, Rel. Des. Marcos Andre Chut, 22ª Câmara de Direito Privado, j. 12.05.2026. Conclusões: Por unanimidade de votos, deu-se parcial provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.