0010074-93.2023.5.15.0122
Tribunal Regional do Trabalho 15ª Região · TRT15 · Baixa relevância · confiança da classificação: media
Dados do processo
- Órgão
- Gabinete da Vice-Presidência Judicial - Análise de Recurso
- Classe
- RECURSO ORDINáRIO TRABALHISTA
- Termo encontrado
- perito medico
- Publicações
- 2 (histórico completo abaixo)
PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ÓRGÃO ESPECIAL - ANÁLISE DE RECURSO Relatora: ANA CLAUDIA TORRES VIANNA ROT 0010074-93.2023.5.15.0122 RECORRENTE: LOGAN WILLIAN DE SOUSA ARAUJO E OUTROS (1) RECORRIDO: LOGAN WILLIAN DE SOUSA ARAUJO E OUTROS (1) INTIMAÇÃO Fica V. Sa. intimado para tomar ciência da Decisão ID 6bc5f55 proferida nos autos. ROT 0010074-93.2023.5.15.0122 - 6ª Câmara Valor da condenação: R$ 30.000,00 Recorrente: Advogado(s): 1. HONDA AUTOMOVEIS DO BRASIL LTDA MARCELO MIGUEL ALVIM COELHO (SP156347) Recorrido: Advogado(s): LOGAN WILLIAN DE SOUSA ARAUJO ROGERIO BATISTA DE FRANCA (SP460525) RECURSO DE: HONDA AUTOMOVEIS DO BRASIL LTDA PRESSUPOSTOS EXTRÍNSECOS Recurso tempestivo (ciência da decisão em 05/02/2026 - Id ad7c135; recurso apresentado em 19/02/2026 - Id 344e2b3). Nos termos da Portaria GP-CR nº 016/2025, não houve expediente no TRT da 15ª Região no período de 16 a 18/02/2026. Assim, o vencimento do prazo ocorreu em 20/02/2026. Regular a representação processual (Id's 5573197 e 6ff0b5b). Preparo satisfeito (Id's 3009d97, e1780a5, ac3130a, 79ca4fd c/c 2895831, 218119c, c3d3771 e 3a5efb8). PRESSUPOSTOS INTRÍNSECOS 1.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / ATOS PROCESSUAIS (8893) / NULIDADE (8919) / NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DA PROVA PERICIAL - LAUDO DE PERITO FISIOTERAPEUTA/NECESSIDADE DE LAUDO DE PERITO MÉDICO / DA PROVA ORAL / DA PROVA DOCUMENTAL A alegação de negativa de prestação jurisdicional, nesta fase, sem a interposição de embargos de declaração para sanar a omissão alegada, torna inviável o apelo, porque preclusa a oportunidade, nos termos da Súmula 184 do Eg. TST. Observe-se que os embargos opostos versam sobre matéria distinta, a saber, apenas acerca dos critérios para apuração das indenizações por danos emergentes (Id 85e3845), do que conclui-se que não opostos embargos declaratórios em relação às questões referentes à qualificação do perito e produção de prova oral, objeto da alegação de negativa de prestação jurisdicional. 2.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / ATOS PROCESSUAIS (8893) / NULIDADE (8919) / CERCEAMENTO DE DEFESA DA PROVA PERICIAL - LAUDO DE PERITO FISIOTERAPEUTA/NECESSIDADE DE LAUDO DE PERITO MÉDICO / DA PROVA ORAL / DA PROVA DOCUMENTAL Constou do v. acórdão que: "Não há exigência legal para que a perícia sobre a incapacidade do empregado seja realizada por médico. O art. 465, do CPC, de aplicação subsidiária ao processo do trabalho (art. 769 da CLT), dispõe que 'o juiz nomeará perito especializado no objeto da perícia e fixará de imediato o prazo para a entrega do laudo'. Do mesmo modo, o art. 156 do CPC não exige que para a apuração do nexo laboral o perito seja médico, mas que tenha especialidade na área em que vai opinar, o que ocorre nos presentes autos. Tendo o autor narrado lesão na coluna lombar, decorrente do trabalho, por certo que o fisioterapeuta possui conhecimentos técnicos para assim agir, inclusive para analisar a existência ou não de nexo de causalidade, também a partir da vistoria no local de trabalho, o que por ele foi feito. O laudo apresentado é consistente e bem fundamentado, sem nenhuma deficiência técnica por parte do perito, que respondeu aos questionamentos e foi coerente em suas conclusões. Logo, não há respaldo para a nulidade da perícia, tampouco para a realização de nova perícia por outro profissional. (...) As questões que a reclamada pretendia esclarecer por meio da prova oral já tinham sido devidamente abordadas e respondidas pelo perito. Em seu laudo, o perito analisou o posto de trabalho do autor, detalhou as posturas, a rotina, o ritmo, e a eficácia das medidas ergonômicas (pausas, revezamento, mudanças na produção e ginástica laboral), bem como considerou o histórico médico e atividades extralaborais realizadas pelo autor, tanto que chegou a conclusão de que as atividades laborativas atuaram apenas de forma concausal para o agravamento da doença na coluna que acomete o autor. A prova pericial demonstrou-se suficiente para a análise dos fatos e a formação da convicção do julgador. A prova oral, nesse cenário, seria desnecessária e apenas repetiria o que já foi devidamente analisado pelo perito. (...) O perito concluiu que o reclamante apresenta uma limitação temporária e parcial de 11,88% na coluna lombar. Apontou que o autor não teve afastamentos previdenciários em razão da doença. Ainda, estimou que o reclamante pode se recuperar plenamente em 3 a 6 meses, desde que seja submetido a tratamento adequado. A situação fática trazida pela perícia não foi afastada por nenhum outro elemento de prova." - g.n. Não reputo configurado o alegado cerceamento de defesa, tendo em vista que o v. acórdão está fundamentado na apreciação de fatos e provas, as quais foram valoradas de acordo com as regras previstas nos artigos 371 do CPC/2015 e 765 da CLT, e cujo reexame é vedado nesta fase pela Súmula 126 do Eg. TST. 3.1 DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO (12936) / RESPONSABILIDADE CIVIL DO EMPREGADOR (14007) / INDENIZAÇÃO POR DANO MATERIAL (14009) / DOENÇA OCUPACIONAL 3.2 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / PROCESSO E PROCEDIMENTO (8960) / PROVAS (8990) / ÔNUS DA PROVA DO NEXO CONCAUSAL / DA INCAPACIDADE PARCIAL E TEMPORÁRIA / DA PENSÃO MENSAL / DAS DESPESAS COM TRATAMENTO A v. decisão referente aos temas em destaque é resultado da apreciação das provas, as quais foram valoradas de acordo com as regras previstas no art. 371 do CPC/2015. Conclusão diversa da adotada remeteria ao reexame de fatos e provas, procedimento vedado nesta fase processual, à luz da Súmula 126 do Eg. TST. Assim, na presente hipótese, a menção de violação a dispositivos do ordenamento jurídico não viabiliza o processamento do recurso. 4.1 DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO (12936) / RESPONSABILIDADE CIVIL DO EMPREGADOR (14007) / INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL (14010) / DOENÇA OCUPACIONAL DO ART. 223-G, DA CLT - TABELAMENTO / ADI 6050 A questão relativa ao valor arbitrado da indenização por danos morais foi solucionada com amparo nos elementos fático-probatórios contidos nos autos. Conclusão diversa da adotada remeteria ao reexame de fatos e provas, procedimento vedado nesta fase processual. Incidência da Súmula 126 do Eg. TST. Cumpre salientar, ademais, que a v. decisão seguiu a diretriz traçada pelo Eg. STF no julgamento das ADIs 6.050, 6.069 e 6.082 (publicação no DJe em 18/08/2023), versando sobre o tabelamento das indenizações por danos morais trabalhistas, quanto à interpretação do art. 223-G da CLT que está em conformidade com a Constituição Federal, a saber: "Os critérios de quantificação de reparação por dano extrapatrimonial previstos no art. 223-G, caput e § 1º, da CLT deverão ser observados pelo julgador como critérios orientativos de fundamentação da decisão judicial. É constitucional, porém, o arbitramento judicial do dano em valores superiores aos limites máximos dispostos nos incisos I a IV do § 1º do art. 223-G, quando consideradas as circunstâncias do caso concreto e os princípios da razoabilidade, da proporcionalidade e da igualdade". Cumpre registrar que a "ratio" vinculante deve ser imediatamente aplicada aos casos em curso, a partir da publicação da ata de julgamento (se não antes, a partir da sessão pública). É o que o Pretório Excelso decidiu, e.g., no ARE 1.031.810-DF, na Rcl 6999-MG, na Rcl 3.632-AM, na Rcl 872-SP, na Rcl 3.473-DF, na Rcl 2.576-SC (sobre os efeitos da decisão plenária na ADI 4.424-DF), na ADI 711-AM e assim sucessivamente. E, como se sabe, a ata de julgamento foi publicada no DJE no dia 07/07/2023. Portanto, estando o v. acórdão recorrido em conformidade com as provas (incidência da Súmula 126 do Eg. TST) e com a decisão do Eg. STF, em sede de controle concentrado de constitucionalidade, com eficácia "erga omnes" e efeito vinculante (art. 102, § 1º, da Constituição Federal), não reputo configurada violações a dispositivos do ordenamento jurídico, tampouco divergência jurisprudencial, nos termos das alíneas "a" e "c" do art. 896 da CLT, restando inviável, por decorrência, o apelo no aspecto. 5.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / PARTES E PROCURADORES (8842) / SUCUMBÊNCIA (8874) / HONORÁRIOS PERICIAIS O v. acórdão manteve a condenação ao pagamento de honorários periciais por constatar que a reclamada é sucumbente no objeto da perícia. Incidência da Súmula 126 do Eg. TST. Por outro lado, o v. julgado arbitrou os honorários periciais em valor que entendeu razoável, de acordo com trabalho realizado. Assim, uma vez que a fixação dos honorários periciais insere-se no poder discricionário do julgador, que dispõe de seu livre convencimento (preconizado no art. 371 do CPC/2015) e oportunidade na análise do caso concreto, resta inviável o apelo. 6.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / PARTES E PROCURADORES (8842) / SUCUMBÊNCIA (8874) / HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS (10655) / SUCUMBENCIAIS DO VALOR ARBITRADO Com relação ao percentual fixado dos honorários advocatícios, o v. julgado considerou os critérios fixados no § 2º do art. 791-A da CLT. Assim, uma vez que a fixação do percentual dos honorários advocatícios, respeitados os limites legais, se insere no poder discricionário do julgador, que dispõe de seu livre convencimento na análise do caso concreto, resta inviável o apelo, pois demandaria a reanálise do quadro fático delineado (incidência da Súmula 126 do Eg. TST). Nesse sentido a iterativa, notória e atual a jurisprudência do Eg. TST: Ag-ED-AIRR-11059-53.2017.5.03.0010, 1ª Turma, Relator Ministro Amaury Rodrigues Pinto Junior, DEJT 29/04/2022; Ag-AIRR-1000350-42.2019.5.02.0060, 2ª Turma, Relatora Ministra Morgana de Almeida Richa, DEJT 08/04/2022; AIRR-21302-73.2019.5.04.0005, 3ª Turma, Relator Ministro Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira, DEJT 26/03/2021; Ag-AIRR-10285-14.2019.5.18.0211, 4ª Turma, Relator Ministro Alexandre Luiz Ramos, DEJT 17/12/2021; AIRR-101057-35.2019.5.01.0263, Ag-AIRR-279-78.2019.5.06.0017, 5ª Turma, Relator Ministro Douglas Alencar Rodrigues, DEJT 06/05/202, 6ª Turma, Relator Ministro Lelio Bentes Correa, DEJT 06/05/2022; RRAg-10215-81.2018.5.03.0103, 8ª Turma, Relatora Ministra Dora Maria da Costa, DEJT 11/04/2022. CONCLUSÃO DENEGO seguimento ao recurso de revista. Publique-se e intimem-se. CAMPINAS/SP, 29 de julho de 2026 WILTON BORBA CANICOBA Desembargador Federal do Trabalho Gabinete da Vice-Presidência Judicial - Análise de Recurso (crs) Intimado(s) / Citado(s) - HONDA AUTOMOVEIS DO BRASIL LTDA - LOGAN WILLIAN DE SOUSA ARAUJO
Trecho da publicação mais recente (04/08/2026) onde o termo "perito medico" foi detectado.Partes
Autor FABIO ROMERO FIGUEIREDO
Autor HONDA AUTOMOVEIS DO BRASIL LTDA
Réu HONDA AUTOMOVEIS DO BRASIL LTDA
Autor LOGAN WILLIAN DE SOUSA ARAUJO
Réu LOGAN WILLIAN DE SOUSA ARAUJO
Andamento identificado
Só etapas com sinal real detectado no texto — sem inventar rito que o sistema não consegue verificar.
- Publicação localizada pelo radar04/08/2026
- Despacho saneador identificado
- Perícia deferida/designada
- Perícia indireta (documental)
- Data da perícia marcada
- Perícia realizada / laudo juntado
Advogados envolvidos
Canal de contato prioritário: convencer o advogado costuma ser o caminho mais direto até a parte.
MARCELO MIGUEL ALVIM COELHO
OAB: 156347/SP
ROGERIO BATISTA DE FRANCA
OAB: 460525/SP
Este processo não está marcado como quente — a investigação de contato (Fase 2) só roda sob demanda, pra não gastar tempo/custo em processos de baixa relevância. Marque como quente acima pra abrir o dossiê.
Histórico de publicações (2)
04/08/2026 — Baixa relevância media
Intimação · termo: "perito medico"
PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ÓRGÃO ESPECIAL - ANÁLISE DE RECURSO Relatora: ANA CLAUDIA TORRES VIANNA ROT 0010074-93.2023.5.15.0122 RECORRENTE: LOGAN WILLIAN DE SOUSA ARAUJO E OUTROS (1) RECORRIDO: LOGAN WILLIAN DE SOUSA ARAUJO E OUTROS (1) INTIMAÇÃO Fica V. Sa. intimado para tomar ciência da Decisão ID 6bc5f55 proferida nos autos. ROT 0010074-93.2023.5.15.0122 - 6ª Câmara Valor da condenação: R$ 30.000,00 Recorrente: Advogado(s): 1. HONDA AUTOMOVEIS DO BRASIL LTDA MARCELO MIGUEL ALVIM COELHO (SP156347) Recorrido: Advogado(s): LOGAN WILLIAN DE SOUSA ARAUJO ROGERIO BATISTA DE FRANCA (SP460525) RECURSO DE: HONDA AUTOMOVEIS DO BRASIL LTDA PRESSUPOSTOS EXTRÍNSECOS Recurso tempestivo (ciência da decisão em 05/02/2026 - Id ad7c135; recurso apresentado em 19/02/2026 - Id 344e2b3). Nos termos da Portaria GP-CR nº 016/2025, não houve expediente no TRT da 15ª Região no período de 16 a 18/02/2026. Assim, o vencimento do prazo ocorreu em 20/02/2026. Regular a representação processual (Id's 5573197 e 6ff0b5b). Preparo satisfeito (Id's 3009d97, e1780a5, ac3130a, 79ca4fd c/c 2895831, 218119c, c3d3771 e 3a5efb8). PRESSUPOSTOS INTRÍNSECOS 1.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / ATOS PROCESSUAIS (8893) / NULIDADE (8919) / NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DA PROVA PERICIAL - LAUDO DE PERITO FISIOTERAPEUTA/NECESSIDADE DE LAUDO DE PERITO MÉDICO / DA PROVA ORAL / DA PROVA DOCUMENTAL A alegação de negativa de prestação jurisdicional, nesta fase, sem a interposição de embargos de declaração para sanar a omissão alegada, torna inviável o apelo, porque preclusa a oportunidade, nos termos da Súmula 184 do Eg. TST. Observe-se que os embargos opostos versam sobre matéria distinta, a saber, apenas acerca dos critérios para apuração das indenizações por danos emergentes (Id 85e3845), do que conclui-se que não opostos embargos declaratórios em relação às questões referentes à qualificação do perito e produção de prova oral, objeto da alegação de negativa de prestação jurisdicional. 2.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / ATOS PROCESSUAIS (8893) / NULIDADE (8919) / CERCEAMENTO DE DEFESA DA PROVA PERICIAL - LAUDO DE PERITO FISIOTERAPEUTA/NECESSIDADE DE LAUDO DE PERITO MÉDICO / DA PROVA ORAL / DA PROVA DOCUMENTAL Constou do v. acórdão que: "Não há exigência legal para que a perícia sobre a incapacidade do empregado seja realizada por médico. O art. 465, do CPC, de aplicação subsidiária ao processo do trabalho (art. 769 da CLT), dispõe que 'o juiz nomeará perito especializado no objeto da perícia e fixará de imediato o prazo para a entrega do laudo'. Do mesmo modo, o art. 156 do CPC não exige que para a apuração do nexo laboral o perito seja médico, mas que tenha especialidade na área em que vai opinar, o que ocorre nos presentes autos. Tendo o autor narrado lesão na coluna lombar, decorrente do trabalho, por certo que o fisioterapeuta possui conhecimentos técnicos para assim agir, inclusive para analisar a existência ou não de nexo de causalidade, também a partir da vistoria no local de trabalho, o que por ele foi feito. O laudo apresentado é consistente e bem fundamentado, sem nenhuma deficiência técnica por parte do perito, que respondeu aos questionamentos e foi coerente em suas conclusões. Logo, não há respaldo para a nulidade da perícia, tampouco para a realização de nova perícia por outro profissional. (...) As questões que a reclamada pretendia esclarecer por meio da prova oral já tinham sido devidamente abordadas e respondidas pelo perito. Em seu laudo, o perito analisou o posto de trabalho do autor, detalhou as posturas, a rotina, o ritmo, e a eficácia das medidas ergonômicas (pausas, revezamento, mudanças na produção e ginástica laboral), bem como considerou o histórico médico e atividades extralaborais realizadas pelo autor, tanto que chegou a conclusão de que as atividades laborativas atuaram apenas de forma concausal para o agravamento da doença na coluna que acomete o autor. A prova pericial demonstrou-se suficiente para a análise dos fatos e a formação da convicção do julgador. A prova oral, nesse cenário, seria desnecessária e apenas repetiria o que já foi devidamente analisado pelo perito. (...) O perito concluiu que o reclamante apresenta uma limitação temporária e parcial de 11,88% na coluna lombar. Apontou que o autor não teve afastamentos previdenciários em razão da doença. Ainda, estimou que o reclamante pode se recuperar plenamente em 3 a 6 meses, desde que seja submetido a tratamento adequado. A situação fática trazida pela perícia não foi afastada por nenhum outro elemento de prova." - g.n. Não reputo configurado o alegado cerceamento de defesa, tendo em vista que o v. acórdão está fundamentado na apreciação de fatos e provas, as quais foram valoradas de acordo com as regras previstas nos artigos 371 do CPC/2015 e 765 da CLT, e cujo reexame é vedado nesta fase pela Súmula 126 do Eg. TST. 3.1 DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO (12936) / RESPONSABILIDADE CIVIL DO EMPREGADOR (14007) / INDENIZAÇÃO POR DANO MATERIAL (14009) / DOENÇA OCUPACIONAL 3.2 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / PROCESSO E PROCEDIMENTO (8960) / PROVAS (8990) / ÔNUS DA PROVA DO NEXO CONCAUSAL / DA INCAPACIDADE PARCIAL E TEMPORÁRIA / DA PENSÃO MENSAL / DAS DESPESAS COM TRATAMENTO A v. decisão referente aos temas em destaque é resultado da apreciação das provas, as quais foram valoradas de acordo com as regras previstas no art. 371 do CPC/2015. Conclusão diversa da adotada remeteria ao reexame de fatos e provas, procedimento vedado nesta fase processual, à luz da Súmula 126 do Eg. TST. Assim, na presente hipótese, a menção de violação a dispositivos do ordenamento jurídico não viabiliza o processamento do recurso. 4.1 DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO (12936) / RESPONSABILIDADE CIVIL DO EMPREGADOR (14007) / INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL (14010) / DOENÇA OCUPACIONAL DO ART. 223-G, DA CLT - TABELAMENTO / ADI 6050 A questão relativa ao valor arbitrado da indenização por danos morais foi solucionada com amparo nos elementos fático-probatórios contidos nos autos. Conclusão diversa da adotada remeteria ao reexame de fatos e provas, procedimento vedado nesta fase processual. Incidência da Súmula 126 do Eg. TST. Cumpre salientar, ademais, que a v. decisão seguiu a diretriz traçada pelo Eg. STF no julgamento das ADIs 6.050, 6.069 e 6.082 (publicação no DJe em 18/08/2023), versando sobre o tabelamento das indenizações por danos morais trabalhistas, quanto à interpretação do art. 223-G da CLT que está em conformidade com a Constituição Federal, a saber: "Os critérios de quantificação de reparação por dano extrapatrimonial previstos no art. 223-G, caput e § 1º, da CLT deverão ser observados pelo julgador como critérios orientativos de fundamentação da decisão judicial. É constitucional, porém, o arbitramento judicial do dano em valores superiores aos limites máximos dispostos nos incisos I a IV do § 1º do art. 223-G, quando consideradas as circunstâncias do caso concreto e os princípios da razoabilidade, da proporcionalidade e da igualdade". Cumpre registrar que a "ratio" vinculante deve ser imediatamente aplicada aos casos em curso, a partir da publicação da ata de julgamento (se não antes, a partir da sessão pública). É o que o Pretório Excelso decidiu, e.g., no ARE 1.031.810-DF, na Rcl 6999-MG, na Rcl 3.632-AM, na Rcl 872-SP, na Rcl 3.473-DF, na Rcl 2.576-SC (sobre os efeitos da decisão plenária na ADI 4.424-DF), na ADI 711-AM e assim sucessivamente. E, como se sabe, a ata de julgamento foi publicada no DJE no dia 07/07/2023. Portanto, estando o v. acórdão recorrido em conformidade com as provas (incidência da Súmula 126 do Eg. TST) e com a decisão do Eg. STF, em sede de controle concentrado de constitucionalidade, com eficácia "erga omnes" e efeito vinculante (art. 102, § 1º, da Constituição Federal), não reputo configurada violações a dispositivos do ordenamento jurídico, tampouco divergência jurisprudencial, nos termos das alíneas "a" e "c" do art. 896 da CLT, restando inviável, por decorrência, o apelo no aspecto. 5.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / PARTES E PROCURADORES (8842) / SUCUMBÊNCIA (8874) / HONORÁRIOS PERICIAIS O v. acórdão manteve a condenação ao pagamento de honorários periciais por constatar que a reclamada é sucumbente no objeto da perícia. Incidência da Súmula 126 do Eg. TST. Por outro lado, o v. julgado arbitrou os honorários periciais em valor que entendeu razoável, de acordo com trabalho realizado. Assim, uma vez que a fixação dos honorários periciais insere-se no poder discricionário do julgador, que dispõe de seu livre convencimento (preconizado no art. 371 do CPC/2015) e oportunidade na análise do caso concreto, resta inviável o apelo. 6.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / PARTES E PROCURADORES (8842) / SUCUMBÊNCIA (8874) / HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS (10655) / SUCUMBENCIAIS DO VALOR ARBITRADO Com relação ao percentual fixado dos honorários advocatícios, o v. julgado considerou os critérios fixados no § 2º do art. 791-A da CLT. Assim, uma vez que a fixação do percentual dos honorários advocatícios, respeitados os limites legais, se insere no poder discricionário do julgador, que dispõe de seu livre convencimento na análise do caso concreto, resta inviável o apelo, pois demandaria a reanálise do quadro fático delineado (incidência da Súmula 126 do Eg. TST). Nesse sentido a iterativa, notória e atual a jurisprudência do Eg. TST: Ag-ED-AIRR-11059-53.2017.5.03.0010, 1ª Turma, Relator Ministro Amaury Rodrigues Pinto Junior, DEJT 29/04/2022; Ag-AIRR-1000350-42.2019.5.02.0060, 2ª Turma, Relatora Ministra Morgana de Almeida Richa, DEJT 08/04/2022; AIRR-21302-73.2019.5.04.0005, 3ª Turma, Relator Ministro Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira, DEJT 26/03/2021; Ag-AIRR-10285-14.2019.5.18.0211, 4ª Turma, Relator Ministro Alexandre Luiz Ramos, DEJT 17/12/2021; AIRR-101057-35.2019.5.01.0263, Ag-AIRR-279-78.2019.5.06.0017, 5ª Turma, Relator Ministro Douglas Alencar Rodrigues, DEJT 06/05/202, 6ª Turma, Relator Ministro Lelio Bentes Correa, DEJT 06/05/2022; RRAg-10215-81.2018.5.03.0103, 8ª Turma, Relatora Ministra Dora Maria da Costa, DEJT 11/04/2022. CONCLUSÃO DENEGO seguimento ao recurso de revista. Publique-se e intimem-se. CAMPINAS/SP, 29 de julho de 2026 WILTON BORBA CANICOBA Desembargador Federal do Trabalho Gabinete da Vice-Presidência Judicial - Análise de Recurso (crs) Intimado(s) / Citado(s) - HONDA AUTOMOVEIS DO BRASIL LTDA - LOGAN WILLIAN DE SOUSA ARAUJO
04/08/2026 — Baixa relevância media
Intimação · termo: "perito medico"
PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ÓRGÃO ESPECIAL - ANÁLISE DE RECURSO Relatora: ANA CLAUDIA TORRES VIANNA ROT 0010074-93.2023.5.15.0122 RECORRENTE: LOGAN WILLIAN DE SOUSA ARAUJO E OUTROS (1) RECORRIDO: LOGAN WILLIAN DE SOUSA ARAUJO E OUTROS (1) INTIMAÇÃO Fica V. Sa. intimado para tomar ciência da Decisão ID 6bc5f55 proferida nos autos. ROT 0010074-93.2023.5.15.0122 - 6ª Câmara Valor da condenação: R$ 30.000,00 Recorrente: Advogado(s): 1. HONDA AUTOMOVEIS DO BRASIL LTDA MARCELO MIGUEL ALVIM COELHO (SP156347) Recorrido: Advogado(s): LOGAN WILLIAN DE SOUSA ARAUJO ROGERIO BATISTA DE FRANCA (SP460525) RECURSO DE: HONDA AUTOMOVEIS DO BRASIL LTDA PRESSUPOSTOS EXTRÍNSECOS Recurso tempestivo (ciência da decisão em 05/02/2026 - Id ad7c135; recurso apresentado em 19/02/2026 - Id 344e2b3). Nos termos da Portaria GP-CR nº 016/2025, não houve expediente no TRT da 15ª Região no período de 16 a 18/02/2026. Assim, o vencimento do prazo ocorreu em 20/02/2026. Regular a representação processual (Id's 5573197 e 6ff0b5b). Preparo satisfeito (Id's 3009d97, e1780a5, ac3130a, 79ca4fd c/c 2895831, 218119c, c3d3771 e 3a5efb8). PRESSUPOSTOS INTRÍNSECOS 1.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / ATOS PROCESSUAIS (8893) / NULIDADE (8919) / NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DA PROVA PERICIAL - LAUDO DE PERITO FISIOTERAPEUTA/NECESSIDADE DE LAUDO DE PERITO MÉDICO / DA PROVA ORAL / DA PROVA DOCUMENTAL A alegação de negativa de prestação jurisdicional, nesta fase, sem a interposição de embargos de declaração para sanar a omissão alegada, torna inviável o apelo, porque preclusa a oportunidade, nos termos da Súmula 184 do Eg. TST. Observe-se que os embargos opostos versam sobre matéria distinta, a saber, apenas acerca dos critérios para apuração das indenizações por danos emergentes (Id 85e3845), do que conclui-se que não opostos embargos declaratórios em relação às questões referentes à qualificação do perito e produção de prova oral, objeto da alegação de negativa de prestação jurisdicional. 2.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / ATOS PROCESSUAIS (8893) / NULIDADE (8919) / CERCEAMENTO DE DEFESA DA PROVA PERICIAL - LAUDO DE PERITO FISIOTERAPEUTA/NECESSIDADE DE LAUDO DE PERITO MÉDICO / DA PROVA ORAL / DA PROVA DOCUMENTAL Constou do v. acórdão que: "Não há exigência legal para que a perícia sobre a incapacidade do empregado seja realizada por médico. O art. 465, do CPC, de aplicação subsidiária ao processo do trabalho (art. 769 da CLT), dispõe que 'o juiz nomeará perito especializado no objeto da perícia e fixará de imediato o prazo para a entrega do laudo'. Do mesmo modo, o art. 156 do CPC não exige que para a apuração do nexo laboral o perito seja médico, mas que tenha especialidade na área em que vai opinar, o que ocorre nos presentes autos. Tendo o autor narrado lesão na coluna lombar, decorrente do trabalho, por certo que o fisioterapeuta possui conhecimentos técnicos para assim agir, inclusive para analisar a existência ou não de nexo de causalidade, também a partir da vistoria no local de trabalho, o que por ele foi feito. O laudo apresentado é consistente e bem fundamentado, sem nenhuma deficiência técnica por parte do perito, que respondeu aos questionamentos e foi coerente em suas conclusões. Logo, não há respaldo para a nulidade da perícia, tampouco para a realização de nova perícia por outro profissional. (...) As questões que a reclamada pretendia esclarecer por meio da prova oral já tinham sido devidamente abordadas e respondidas pelo perito. Em seu laudo, o perito analisou o posto de trabalho do autor, detalhou as posturas, a rotina, o ritmo, e a eficácia das medidas ergonômicas (pausas, revezamento, mudanças na produção e ginástica laboral), bem como considerou o histórico médico e atividades extralaborais realizadas pelo autor, tanto que chegou a conclusão de que as atividades laborativas atuaram apenas de forma concausal para o agravamento da doença na coluna que acomete o autor. A prova pericial demonstrou-se suficiente para a análise dos fatos e a formação da convicção do julgador. A prova oral, nesse cenário, seria desnecessária e apenas repetiria o que já foi devidamente analisado pelo perito. (...) O perito concluiu que o reclamante apresenta uma limitação temporária e parcial de 11,88% na coluna lombar. Apontou que o autor não teve afastamentos previdenciários em razão da doença. Ainda, estimou que o reclamante pode se recuperar plenamente em 3 a 6 meses, desde que seja submetido a tratamento adequado. A situação fática trazida pela perícia não foi afastada por nenhum outro elemento de prova." - g.n. Não reputo configurado o alegado cerceamento de defesa, tendo em vista que o v. acórdão está fundamentado na apreciação de fatos e provas, as quais foram valoradas de acordo com as regras previstas nos artigos 371 do CPC/2015 e 765 da CLT, e cujo reexame é vedado nesta fase pela Súmula 126 do Eg. TST. 3.1 DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO (12936) / RESPONSABILIDADE CIVIL DO EMPREGADOR (14007) / INDENIZAÇÃO POR DANO MATERIAL (14009) / DOENÇA OCUPACIONAL 3.2 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / PROCESSO E PROCEDIMENTO (8960) / PROVAS (8990) / ÔNUS DA PROVA DO NEXO CONCAUSAL / DA INCAPACIDADE PARCIAL E TEMPORÁRIA / DA PENSÃO MENSAL / DAS DESPESAS COM TRATAMENTO A v. decisão referente aos temas em destaque é resultado da apreciação das provas, as quais foram valoradas de acordo com as regras previstas no art. 371 do CPC/2015. Conclusão diversa da adotada remeteria ao reexame de fatos e provas, procedimento vedado nesta fase processual, à luz da Súmula 126 do Eg. TST. Assim, na presente hipótese, a menção de violação a dispositivos do ordenamento jurídico não viabiliza o processamento do recurso. 4.1 DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO (12936) / RESPONSABILIDADE CIVIL DO EMPREGADOR (14007) / INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL (14010) / DOENÇA OCUPACIONAL DO ART. 223-G, DA CLT - TABELAMENTO / ADI 6050 A questão relativa ao valor arbitrado da indenização por danos morais foi solucionada com amparo nos elementos fático-probatórios contidos nos autos. Conclusão diversa da adotada remeteria ao reexame de fatos e provas, procedimento vedado nesta fase processual. Incidência da Súmula 126 do Eg. TST. Cumpre salientar, ademais, que a v. decisão seguiu a diretriz traçada pelo Eg. STF no julgamento das ADIs 6.050, 6.069 e 6.082 (publicação no DJe em 18/08/2023), versando sobre o tabelamento das indenizações por danos morais trabalhistas, quanto à interpretação do art. 223-G da CLT que está em conformidade com a Constituição Federal, a saber: "Os critérios de quantificação de reparação por dano extrapatrimonial previstos no art. 223-G, caput e § 1º, da CLT deverão ser observados pelo julgador como critérios orientativos de fundamentação da decisão judicial. É constitucional, porém, o arbitramento judicial do dano em valores superiores aos limites máximos dispostos nos incisos I a IV do § 1º do art. 223-G, quando consideradas as circunstâncias do caso concreto e os princípios da razoabilidade, da proporcionalidade e da igualdade". Cumpre registrar que a "ratio" vinculante deve ser imediatamente aplicada aos casos em curso, a partir da publicação da ata de julgamento (se não antes, a partir da sessão pública). É o que o Pretório Excelso decidiu, e.g., no ARE 1.031.810-DF, na Rcl 6999-MG, na Rcl 3.632-AM, na Rcl 872-SP, na Rcl 3.473-DF, na Rcl 2.576-SC (sobre os efeitos da decisão plenária na ADI 4.424-DF), na ADI 711-AM e assim sucessivamente. E, como se sabe, a ata de julgamento foi publicada no DJE no dia 07/07/2023. Portanto, estando o v. acórdão recorrido em conformidade com as provas (incidência da Súmula 126 do Eg. TST) e com a decisão do Eg. STF, em sede de controle concentrado de constitucionalidade, com eficácia "erga omnes" e efeito vinculante (art. 102, § 1º, da Constituição Federal), não reputo configurada violações a dispositivos do ordenamento jurídico, tampouco divergência jurisprudencial, nos termos das alíneas "a" e "c" do art. 896 da CLT, restando inviável, por decorrência, o apelo no aspecto. 5.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / PARTES E PROCURADORES (8842) / SUCUMBÊNCIA (8874) / HONORÁRIOS PERICIAIS O v. acórdão manteve a condenação ao pagamento de honorários periciais por constatar que a reclamada é sucumbente no objeto da perícia. Incidência da Súmula 126 do Eg. TST. Por outro lado, o v. julgado arbitrou os honorários periciais em valor que entendeu razoável, de acordo com trabalho realizado. Assim, uma vez que a fixação dos honorários periciais insere-se no poder discricionário do julgador, que dispõe de seu livre convencimento (preconizado no art. 371 do CPC/2015) e oportunidade na análise do caso concreto, resta inviável o apelo. 6.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / PARTES E PROCURADORES (8842) / SUCUMBÊNCIA (8874) / HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS (10655) / SUCUMBENCIAIS DO VALOR ARBITRADO Com relação ao percentual fixado dos honorários advocatícios, o v. julgado considerou os critérios fixados no § 2º do art. 791-A da CLT. Assim, uma vez que a fixação do percentual dos honorários advocatícios, respeitados os limites legais, se insere no poder discricionário do julgador, que dispõe de seu livre convencimento na análise do caso concreto, resta inviável o apelo, pois demandaria a reanálise do quadro fático delineado (incidência da Súmula 126 do Eg. TST). Nesse sentido a iterativa, notória e atual a jurisprudência do Eg. TST: Ag-ED-AIRR-11059-53.2017.5.03.0010, 1ª Turma, Relator Ministro Amaury Rodrigues Pinto Junior, DEJT 29/04/2022; Ag-AIRR-1000350-42.2019.5.02.0060, 2ª Turma, Relatora Ministra Morgana de Almeida Richa, DEJT 08/04/2022; AIRR-21302-73.2019.5.04.0005, 3ª Turma, Relator Ministro Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira, DEJT 26/03/2021; Ag-AIRR-10285-14.2019.5.18.0211, 4ª Turma, Relator Ministro Alexandre Luiz Ramos, DEJT 17/12/2021; AIRR-101057-35.2019.5.01.0263, Ag-AIRR-279-78.2019.5.06.0017, 5ª Turma, Relator Ministro Douglas Alencar Rodrigues, DEJT 06/05/202, 6ª Turma, Relator Ministro Lelio Bentes Correa, DEJT 06/05/2022; RRAg-10215-81.2018.5.03.0103, 8ª Turma, Relatora Ministra Dora Maria da Costa, DEJT 11/04/2022. CONCLUSÃO DENEGO seguimento ao recurso de revista. Publique-se e intimem-se. CAMPINAS/SP, 29 de julho de 2026 WILTON BORBA CANICOBA Desembargador Federal do Trabalho Gabinete da Vice-Presidência Judicial - Análise de Recurso (crs) Intimado(s) / Citado(s) - HONDA AUTOMOVEIS DO BRASIL LTDA - LOGAN WILLIAN DE SOUSA ARAUJO