0010070-19.2025.5.15.0144
Tribunal Regional do Trabalho 15ª Região · TRT15 · Baixa relevância · confiança da classificação: media
Dados do processo
- Órgão
- Gabinete da Vice-Presidência Judicial - Análise de Recurso
- Classe
- RECURSO ORDINáRIO TRABALHISTA
- Termo encontrado
- laudo pericial
- Publicações
- 2 (histórico completo abaixo)
PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ÓRGÃO ESPECIAL - ANÁLISE DE RECURSO Relator: ANDRE DA CRUZ E SOUZA WENZEL ROT 0010070-19.2025.5.15.0144 RECORRENTE: VANDERLEI APARECIDO PIRES E OUTROS (1) RECORRIDO: VANDERLEI APARECIDO PIRES E OUTROS (1) INTIMAÇÃO Fica V. Sa. intimado para tomar ciência da Decisão ID 232793f proferida nos autos. ROT 0010070-19.2025.5.15.0144 - 6ª Câmara Valor da condenação: R$ 30.000,00 Recorrente: Advogado(s): 1. JAIR OSVALDO DARE HUGO TAMAROZI GONCALVES FERREIRA (SP260155) Recorrido: Advogado(s): VANDERLEI APARECIDO PIRES MATEUS AUGUSTO ZANON AIELLO (SP363012) Interessado: GREGORY FELIPE CABRAL TORINI RECURSO DE: JAIR OSVALDO DARE PRESSUPOSTOS EXTRÍNSECOS Recurso tempestivo (ciência da decisão em 26/01/2026 - Id a1001cf; recurso apresentado em 04/02/2026 - Id d48a63d). Regular a representação processual. Preparo satisfeito. Condenação fixada na sentença, id eec66d9: R$ 30.000,00; Custas fixadas, id eec66d9: R$ 600,00; Depósito recursal recolhido no RO, id 0e1248c : R$ 13.813,83; Custas pagas no RO: id cbe67f3 ; Condenação no acórdão, id 3096def: R$ 30.000,00; Custas no acórdão, id 3096def: R$ 600,00; Depósito recursal recolhido no RR, id caee05c : R$ 16.186,17. PRESSUPOSTOS INTRÍNSECOS 1.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / ATOS PROCESSUAIS (8893) / NULIDADE (8919) / CERCEAMENTO DE DEFESA AUSÊNCIA DE NOVA INTIMAÇÃO DO PERITO O v. acórdão regional rejeitou a preliminar de nulidade processual arguida pelo reclamado, consignando que o indeferimento, em audiência, do pedido de nova intimação do perito para prestar esclarecimentos adicionais não configurou cerceamento de defesa, porquanto a controvérsia sobre o manuseio ou não de defensivos agroquímicos pelo autor era "eminentemente fática, podendo ser esclarecida pela prova oral", sendo desnecessária nova manifestação do expert. A parte recorrente sustenta que a ausência de resposta do perito aos quesitos complementares e o indeferimento de sua nova intimação configuraram cerceamento do direito de defesa, com violação aos arts. 5º, LIV e LV, da CF/88 e 473 e 480 do CPC, requerendo a decretação de nulidade processual e a realização de nova perícia ou novos esclarecimentos periciais. Não reputo configurado o alegado cerceamento de defesa, tendo em vista que a v. decisão está fundamentada na apreciação de fatos e provas, cujo reexame é vedado nesta fase pela Súmula 126 do Eg. TST. 2.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / PROCESSO E PROCEDIMENTO (8960) / PROVAS SUSPEIÇÃO DE TESTEMUNHA AÇÃO CONTRA O MESMO EMPREGADOR / PRETENSÃO IDÊNTICA PRECEDENTE OBRIGATÓRIO - TEMA IRR N.72 DO EG. TST O v. acórdão manteve o valor probante do depoimento da testemunha Lázaro Moreira da Silva, ouvida mediante prova emprestada, consignando que o reclamado não se insurgiu, à época, contra a utilização dessa prova, operando-se a preclusão do direito de questionar posteriormente seu valor probatório, e afastando a incidência da Súmula 357 do C. TST diante das peculiaridades do caso. A parte recorrente sustenta que a testemunha é suspeita por litigar contra o mesmo empregador com pedido idêntico, inclusive de indenização por danos morais, o que caracterizaria troca de favores e animosidade capazes de afastar a aplicação da Súmula 357 do C. TST, invocando violação aos arts. 5º, II, LIV e LV, da CF/88, 829 da CLT e 447, § 3º, do CPC, além de arestos de outros Regionais. No julgamento do Incidente de Recursos de Revista Repetitivos (TEMA IRR N. 72), Processo n. 0000050-02.2024.5.12.0042, o Eg. TST fixou a seguinte tese jurídica: “A existência de ação contra o mesmo empregador, ainda que possua idêntica pretensão, não torna suspeita a testemunha, salvo quando o julgador se convencer da sua parcialidade mediante o exame da prova constante dos autos.” Cumpre registrar que a "ratio" vinculante deve ser imediatamente aplicada aos casos em curso, a partir da publicação da respectiva certidão de julgamento, independentemente do trânsito em julgado. É o que o Pretório Excelso decidiu, e.g., no AI 795968 SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Julgado em 25/04/2023, no ARE 1.031.810-DF, na Rcl 6999-MG, na Rcl 3.632-AM, na Rcl 872-SP, na Rcl 3.473-DF, na Rcl 2.576-SC (sobre os efeitos da decisão plenária na ADI 4.424-DF), na ADI 711-AM. Portanto, estando a decisão recorrida em conformidade com a tese jurídica prevalecente firmada no citado incidente, inviável o recurso, nos termos dos arts. 896, § 7º, e 896-C da CLT, 985, I, do CPC/2015 e 14, I, da IN 38/2015, e da Súmula 333 do Eg. TST. 3.1 DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO (12936) / VERBAS REMUNERATÓRIAS, INDENIZATÓRIAS E BENEFÍCIOS (13831) / ADICIONAL (13833) / ADICIONAL DE INSALUBRIDADE O v. acórdão manteve a condenação ao pagamento do adicional de insalubridade, amparando-se no laudo pericial (Id. 738860b), no depoimento da prova emprestada e na constatação de que os EPIs fornecidos ao reclamante não foram suficientes para elidir a exposição a defensivos organofosforados e a hidrocarbonetos aromáticos, concluindo, com base nesses elementos, pela caracterização das atividades como insalubres nos termos do Anexo 13 da NR-15 do MTE. A parte recorrente sustenta que o reclamante não manuseava defensivos agrícolas, que o glifosato não constaria dos Anexos 11 e 13 da NR-15, e que os EPIs fornecidos foram suficientes para neutralizar a insalubridade, invocando violação aos arts. 5º, II, e 7º, XXIII, da CF/88, 191 e 195 da CLT e contrariedade às Súmulas 80, 289 e 448 do C. TST. Quanto à questão relativa ao tema em destaque, o v. acórdão decidiu com amparo nos elementos fático-probatórios contidos nos autos, notadamente o laudo pericial e a prova oral produzida. Conclusão diversa da adotada remeteria ao reexame de fatos e provas, procedimento vedado nesta fase processual, à luz da Súmula 126 do C. TST. Assim, na presente hipótese, a menção de violação a dispositivos do ordenamento jurídico e de contrariedade a súmula não viabiliza o processamento do recurso. 4.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / PARTES E PROCURADORES (8842) / HONORÁRIOS PERICIAIS O v. acórdão manteve a condenação do reclamado ao pagamento dos honorários periciais, por ser sucumbente no objeto da perícia, e arbitrou o respectivo valor em R$ 3.000,00, considerando-o adequado à natureza e complexidade do trabalho realizado, em consonância com os parâmetros adotados por aquela Câmara em casos semelhantes. A parte recorrente requer a redução do valor arbitrado, sob o argumento de que o montante fixado seria excessivo e desproporcional, à luz do art. 790-B da CLT e da Resolução CSJT nº 66/2010, apontando violação aos arts. 1º, III, e 5º, II, da CF/88. O v. acórdão manteve a condenação ao pagamento de honorários periciais por constatar que a reclamada é sucumbente no objeto da perícia. Incidência da Súmula 126 do Eg. TST. Por outro lado, o v. julgado arbitrou os honorários periciais em valor que entendeu razoável, de acordo com trabalho realizado. Assim, uma vez que a fixação dos honorários periciais insere-se no poder discricionário do julgador, que dispõe de seu livre convencimento (preconizado no art. 371 do CPC/2015) e oportunidade na análise do caso concreto, resta inviável o apelo. 5.1 DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO (12936) / DURAÇÃO DO TRABALHO (13764) / COMPENSAÇÃO DE JORNADA (13767) / COMPENSAÇÃO EM ATIVIDADE INSALUBRE Duração do Trabalho / Compensação de Jornada ATIVIDADE INSALUBRE O v. acórdão manteve a invalidade do acordo de compensação de jornada e do banco de horas, por reconhecer que o reclamante laborava em ambiente insalubre e que não havia sido juntada aos autos a licença prévia do Ministério do Trabalho exigida pelo art. 60 da CLT, afastando expressamente a aplicação do Tema 1.046 do E. STF por ausência de norma coletiva que autorizasse expressamente a prorrogação de jornada em condições insalubres. A parte recorrente sustenta que a compensação de jornada está amparada em norma coletiva, com fundamento nos arts. 59, § 2º, e 611-A, XIII, da CLT, e na tese fixada pelo E. STF no Tema 1.046 da Repercussão Geral, requerendo a reforma do julgado para reconhecer a validade do regime compensatório e afastar a condenação ao pagamento de horas extraordinárias. O Eg. TST firmou entendimento de que é inválida a norma coletiva que fixa regime de compensação de jornada em atividade insalubre, sem a necessária inspeção prévia e licença da autoridade competente, em razão do caráter indisponível do direito (saúde, higiene e segurança no trabalho). Prevalece, no particular, a tese enunciada na Súmula 85, VI, do Eg. TST, a despeito da previsão inserida pelo art. 611-A, XIII, CLT. Portanto, a interpretação conferida pelo v. acórdão recorrido está em consonância com iterativa, notória e atual jurisprudência do Eg. TST: Ag-RR - 20176-37.2020.5.04.0333, Orgão Judicante: 2ª Turma, Relatora: Liana Chaib, DEJT 08/11/2024; RR - 20203-11.2018.5.04.0003, Orgão Judicante: 3ª Turma, Relator: Alberto Bastos Balazeiro, DEJT 08/11/2024; ARR - 11381-65.2017.5.18.0104, Orgão Judicante: 6ª Turma, Relator: Augusto Cesar Leite de Carvalho, DEJT 18/10/2024; RRAg - 24025-06.2019.5.24.0071, Orgão Judicante: 7ª Turma, Relator: Claudio Mascarenhas Brandao, DEJT 08/11/2024; RR - 20633-91.2022.5.04.0012, Orgão Judicante: 8ª Turma, Relator: Jose Pedro de Camargo Rodrigues de Souza, DEJT 14/10/2024. Da mesma forma, seguindo a mesma "ratio" contida na Súmula 85, VI, do Eg. TST, em relação à ampliação da jornada em turno ininterrupto de revezamento (Ag-RR - 10146-18.2019.5.03.0102, Orgão Judicante: 2ª Turma, Relatora: Liana Chaib, DEJT 25/10/2024; Ag-AIRR - 10495-94.2019.5.15.0099, Orgão Judicante: 3ª Turma, Relator: Mauricio Godinho Delgado, DEJT 13/09/2024; Ag-RR - 10659-15.2021.5.03.0102, Orgão Judicante: 6ª Turma, Relator: Paulo Regis Machado Botelho, DEJT 24/05/2024; Ag-EDCiv-AIRR - 10379-27.2017.5.03.0056, Orgão Judicante: 7ª Turma, Relator: Alexandre de Souza Agra Belmonte, DEJT 25/10/2024; RRAg - 10817-93.2015.5.03.0033, Orgão Judicante: 8ª Turma, Relatora: Delaide Alves Miranda Arantes, DEJT 06/11/2024), e em relação à adoção do regime 12x36 (Ag-RR - 548-63.2017.5.12.0036, Orgão Judicante: 2ª Turma, Relatora: Liana Chaib, DEJT 18/10/2024; RR - 0000330-62.2022.5.12.0035, Orgão Judicante: 3ª Turma, Relator: Alberto Bastos Balazeiro, DEJT 08/11/2024; Ag-AIRR - 11834-80.2017.5.03.0103, Orgão Judicante: 6ª Turma, Relator: Augusto Cesar Leite de Carvalho, DEJT 25/10/2024; Ag-RR - 84-70.2020.5.23.0022, Orgão Judicante: 7ª Turma, Relator: Evandro Pereira Valadao Lopes, DEJT 08/11/2024; Ag-RR - 10641-62.2019.5.15.0091, Orgão Judicante: 8ª Turma, Relator: Jose Pedro de Camargo Rodrigues de Souza, DEJT 21/10/202). Nesses termos, seguiu-se a diretriz traçada pelo Eg. Supremo Tribunal Federal, em decisão proferida no ARE 1.121.633/GO, em sessão do dia 02/06/2022 (Ata de Julgamento Publicada no DJE 13/06/2022), que fixou tese vinculante no sentido de que "são constitucionais os acordos e as convenções coletivas que, ao considerarem a adequação setorial negociada, pactuam limitações ou afastamentos de direitos trabalhistas independentemente da explicitação especificada de vantagens compensatórias, desde que respeitados os direitos absolutamente indisponíveis.". A matéria teve repercussão geral reconhecida e, portanto, passa a valer para todos os processos envolvendo a mesma controvérsia (Tema 1046). Por fim, cumpre registrar que a "ratio" vinculante deve ser imediatamente aplicada aos casos em curso, a partir da publicação da ata de julgamento (se não antes, a partir da sessão pública). É o que o Pretório Excelso decidiu, e.g., no ARE 1.031.810-DF, na Rcl 6999-MG, na Rcl 3.632-AM, na Rcl 872-SP, na Rcl 3.473-DF, na Rcl 2.576-SC (sobre os efeitos da decisão plenária na ADI 4.424-DF), na ADI 711-AM e assim sucessivamente. E, como se sabe, a ata de julgamento foi publicada no DJE no dia 13/06/2022. Assim, sendo, nego seguimento ao presente recurso de revista, porque ausentes quaisquer das hipóteses de cabimento do art. 896 da CLT. 6.1 DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO (12936) / DURAÇÃO DO TRABALHO (13764) / HORAS EXTRAS INTEGRAÇÃO DAS HORAS EXTRAS NAS VERBAS CONTRATUAIS E RESCISÓRIAS Quanto à base de cálculo das horas extras e aos reflexos em DSRs majorados por horas extras, o v. acórdão consignou que o julgado de origem já determinara a observância da Súmula 264 do C. TST e da OJ 394 da SDI-1 do C. TST, assim como já adotara o divisor 220 para o cálculo do salário-hora, reconhecendo que a parte carecia de interesse recursal quanto a esses três pontos, "que abarcam os pleitos sucessivos", e concluindo que não havia nada a apreciar. A parte recorrente pleiteia, ainda assim, a reforma do julgado quanto à integração e aos reflexos das horas extras nas verbas contratuais e rescisórias, sob o argumento de violação ao art. 5º, XXII, da CF/88. Quanto ao tema em destaque, inviável o recurso, pois o trecho transcrito não revela a existência de tese decidida em desfavor da parte recorrente a ser combatida nesta via extraordinária, tendo a própria Corte de origem reconhecido a ausência de interesse recursal quanto ao ponto, ante a constatação de que a matéria já fora decidida nos exatos termos por ela pleiteados desde a sentença. Não havendo controvérsia efetivamente decidida a esse respeito, não se cumpre a exigência de demonstração de prequestionamento prevista no art. 896, § 1º-A, I, da CLT, nos termos da Súmula 297 do C. TST. 7.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / PARTES E PROCURADORES (8842) / SUCUMBÊNCIA (8874) / HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS O v. acórdão manteve o percentual de honorários advocatícios sucumbenciais fixado na sentença, por reputá-lo adequado aos critérios estabelecidos no art. 791-A da CLT. A parte recorrente requer a redução do percentual para o mínimo legal de 5%, sob o argumento de baixa complexidade da causa, invocando violação aos arts. 1º, III, e 5º, II, da CF/88. Com relação ao percentual fixado dos honorários advocatícios, o v. julgado considerou os critérios fixados no § 2º do art. 791-A da CLT. Assim, uma vez que a fixação do percentual dos honorários advocatícios, respeitados os limites legais, se insere no poder discricionário do julgador, que dispõe de seu livre convencimento na análise do caso concreto, resta inviável o apelo, pois demandaria a reanálise do quadro fático delineado (incidência da Súmula 126 do Eg. TST). CONCLUSÃO DENEGO seguimento ao recurso de revista. Publique-se e intimem-se. CAMPINAS/SP, 08 de julho de 2026 WILTON BORBA CANICOBA Desembargador Federal do Trabalho Gabinete da Vice-Presidência Judicial - Análise de Recurso (agls) Intimado(s) / Citado(s) - VANDERLEI APARECIDO PIRES - JAIR OSVALDO DARE
Trecho da publicação mais recente (17/07/2026) onde o termo "laudo pericial" foi detectado.Partes
Autor GREGORY FELIPE CABRAL TORINI
Autor JAIR OSVALDO DARE
Réu JAIR OSVALDO DARE
Autor VANDERLEI APARECIDO PIRES
Réu VANDERLEI APARECIDO PIRES
Andamento identificado
Só etapas com sinal real detectado no texto — sem inventar rito que o sistema não consegue verificar.
- Publicação localizada pelo radar17/07/2026
- Despacho saneador identificado
- Perícia deferida/designada
- Perícia indireta (documental)
- Data da perícia marcada
- Perícia realizada / laudo juntado
Advogados envolvidos
Canal de contato prioritário: convencer o advogado costuma ser o caminho mais direto até a parte.
HUGO TAMAROZI GONCALVES FERREIRA
OAB: 260155/SP
MATEUS AUGUSTO ZANON AIELLO
OAB: 363012/SP
Este processo não está marcado como quente — a investigação de contato (Fase 2) só roda sob demanda, pra não gastar tempo/custo em processos de baixa relevância. Marque como quente acima pra abrir o dossiê.
Histórico de publicações (2)
17/07/2026 — Baixa relevância media
Intimação · termo: "laudo pericial"
PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ÓRGÃO ESPECIAL - ANÁLISE DE RECURSO Relator: ANDRE DA CRUZ E SOUZA WENZEL ROT 0010070-19.2025.5.15.0144 RECORRENTE: VANDERLEI APARECIDO PIRES E OUTROS (1) RECORRIDO: VANDERLEI APARECIDO PIRES E OUTROS (1) INTIMAÇÃO Fica V. Sa. intimado para tomar ciência da Decisão ID 232793f proferida nos autos. ROT 0010070-19.2025.5.15.0144 - 6ª Câmara Valor da condenação: R$ 30.000,00 Recorrente: Advogado(s): 1. JAIR OSVALDO DARE HUGO TAMAROZI GONCALVES FERREIRA (SP260155) Recorrido: Advogado(s): VANDERLEI APARECIDO PIRES MATEUS AUGUSTO ZANON AIELLO (SP363012) Interessado: GREGORY FELIPE CABRAL TORINI RECURSO DE: JAIR OSVALDO DARE PRESSUPOSTOS EXTRÍNSECOS Recurso tempestivo (ciência da decisão em 26/01/2026 - Id a1001cf; recurso apresentado em 04/02/2026 - Id d48a63d). Regular a representação processual. Preparo satisfeito. Condenação fixada na sentença, id eec66d9: R$ 30.000,00; Custas fixadas, id eec66d9: R$ 600,00; Depósito recursal recolhido no RO, id 0e1248c : R$ 13.813,83; Custas pagas no RO: id cbe67f3 ; Condenação no acórdão, id 3096def: R$ 30.000,00; Custas no acórdão, id 3096def: R$ 600,00; Depósito recursal recolhido no RR, id caee05c : R$ 16.186,17. PRESSUPOSTOS INTRÍNSECOS 1.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / ATOS PROCESSUAIS (8893) / NULIDADE (8919) / CERCEAMENTO DE DEFESA AUSÊNCIA DE NOVA INTIMAÇÃO DO PERITO O v. acórdão regional rejeitou a preliminar de nulidade processual arguida pelo reclamado, consignando que o indeferimento, em audiência, do pedido de nova intimação do perito para prestar esclarecimentos adicionais não configurou cerceamento de defesa, porquanto a controvérsia sobre o manuseio ou não de defensivos agroquímicos pelo autor era "eminentemente fática, podendo ser esclarecida pela prova oral", sendo desnecessária nova manifestação do expert. A parte recorrente sustenta que a ausência de resposta do perito aos quesitos complementares e o indeferimento de sua nova intimação configuraram cerceamento do direito de defesa, com violação aos arts. 5º, LIV e LV, da CF/88 e 473 e 480 do CPC, requerendo a decretação de nulidade processual e a realização de nova perícia ou novos esclarecimentos periciais. Não reputo configurado o alegado cerceamento de defesa, tendo em vista que a v. decisão está fundamentada na apreciação de fatos e provas, cujo reexame é vedado nesta fase pela Súmula 126 do Eg. TST. 2.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / PROCESSO E PROCEDIMENTO (8960) / PROVAS SUSPEIÇÃO DE TESTEMUNHA AÇÃO CONTRA O MESMO EMPREGADOR / PRETENSÃO IDÊNTICA PRECEDENTE OBRIGATÓRIO - TEMA IRR N.72 DO EG. TST O v. acórdão manteve o valor probante do depoimento da testemunha Lázaro Moreira da Silva, ouvida mediante prova emprestada, consignando que o reclamado não se insurgiu, à época, contra a utilização dessa prova, operando-se a preclusão do direito de questionar posteriormente seu valor probatório, e afastando a incidência da Súmula 357 do C. TST diante das peculiaridades do caso. A parte recorrente sustenta que a testemunha é suspeita por litigar contra o mesmo empregador com pedido idêntico, inclusive de indenização por danos morais, o que caracterizaria troca de favores e animosidade capazes de afastar a aplicação da Súmula 357 do C. TST, invocando violação aos arts. 5º, II, LIV e LV, da CF/88, 829 da CLT e 447, § 3º, do CPC, além de arestos de outros Regionais. No julgamento do Incidente de Recursos de Revista Repetitivos (TEMA IRR N. 72), Processo n. 0000050-02.2024.5.12.0042, o Eg. TST fixou a seguinte tese jurídica: “A existência de ação contra o mesmo empregador, ainda que possua idêntica pretensão, não torna suspeita a testemunha, salvo quando o julgador se convencer da sua parcialidade mediante o exame da prova constante dos autos.” Cumpre registrar que a "ratio" vinculante deve ser imediatamente aplicada aos casos em curso, a partir da publicação da respectiva certidão de julgamento, independentemente do trânsito em julgado. É o que o Pretório Excelso decidiu, e.g., no AI 795968 SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Julgado em 25/04/2023, no ARE 1.031.810-DF, na Rcl 6999-MG, na Rcl 3.632-AM, na Rcl 872-SP, na Rcl 3.473-DF, na Rcl 2.576-SC (sobre os efeitos da decisão plenária na ADI 4.424-DF), na ADI 711-AM. Portanto, estando a decisão recorrida em conformidade com a tese jurídica prevalecente firmada no citado incidente, inviável o recurso, nos termos dos arts. 896, § 7º, e 896-C da CLT, 985, I, do CPC/2015 e 14, I, da IN 38/2015, e da Súmula 333 do Eg. TST. 3.1 DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO (12936) / VERBAS REMUNERATÓRIAS, INDENIZATÓRIAS E BENEFÍCIOS (13831) / ADICIONAL (13833) / ADICIONAL DE INSALUBRIDADE O v. acórdão manteve a condenação ao pagamento do adicional de insalubridade, amparando-se no laudo pericial (Id. 738860b), no depoimento da prova emprestada e na constatação de que os EPIs fornecidos ao reclamante não foram suficientes para elidir a exposição a defensivos organofosforados e a hidrocarbonetos aromáticos, concluindo, com base nesses elementos, pela caracterização das atividades como insalubres nos termos do Anexo 13 da NR-15 do MTE. A parte recorrente sustenta que o reclamante não manuseava defensivos agrícolas, que o glifosato não constaria dos Anexos 11 e 13 da NR-15, e que os EPIs fornecidos foram suficientes para neutralizar a insalubridade, invocando violação aos arts. 5º, II, e 7º, XXIII, da CF/88, 191 e 195 da CLT e contrariedade às Súmulas 80, 289 e 448 do C. TST. Quanto à questão relativa ao tema em destaque, o v. acórdão decidiu com amparo nos elementos fático-probatórios contidos nos autos, notadamente o laudo pericial e a prova oral produzida. Conclusão diversa da adotada remeteria ao reexame de fatos e provas, procedimento vedado nesta fase processual, à luz da Súmula 126 do C. TST. Assim, na presente hipótese, a menção de violação a dispositivos do ordenamento jurídico e de contrariedade a súmula não viabiliza o processamento do recurso. 4.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / PARTES E PROCURADORES (8842) / HONORÁRIOS PERICIAIS O v. acórdão manteve a condenação do reclamado ao pagamento dos honorários periciais, por ser sucumbente no objeto da perícia, e arbitrou o respectivo valor em R$ 3.000,00, considerando-o adequado à natureza e complexidade do trabalho realizado, em consonância com os parâmetros adotados por aquela Câmara em casos semelhantes. A parte recorrente requer a redução do valor arbitrado, sob o argumento de que o montante fixado seria excessivo e desproporcional, à luz do art. 790-B da CLT e da Resolução CSJT nº 66/2010, apontando violação aos arts. 1º, III, e 5º, II, da CF/88. O v. acórdão manteve a condenação ao pagamento de honorários periciais por constatar que a reclamada é sucumbente no objeto da perícia. Incidência da Súmula 126 do Eg. TST. Por outro lado, o v. julgado arbitrou os honorários periciais em valor que entendeu razoável, de acordo com trabalho realizado. Assim, uma vez que a fixação dos honorários periciais insere-se no poder discricionário do julgador, que dispõe de seu livre convencimento (preconizado no art. 371 do CPC/2015) e oportunidade na análise do caso concreto, resta inviável o apelo. 5.1 DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO (12936) / DURAÇÃO DO TRABALHO (13764) / COMPENSAÇÃO DE JORNADA (13767) / COMPENSAÇÃO EM ATIVIDADE INSALUBRE Duração do Trabalho / Compensação de Jornada ATIVIDADE INSALUBRE O v. acórdão manteve a invalidade do acordo de compensação de jornada e do banco de horas, por reconhecer que o reclamante laborava em ambiente insalubre e que não havia sido juntada aos autos a licença prévia do Ministério do Trabalho exigida pelo art. 60 da CLT, afastando expressamente a aplicação do Tema 1.046 do E. STF por ausência de norma coletiva que autorizasse expressamente a prorrogação de jornada em condições insalubres. A parte recorrente sustenta que a compensação de jornada está amparada em norma coletiva, com fundamento nos arts. 59, § 2º, e 611-A, XIII, da CLT, e na tese fixada pelo E. STF no Tema 1.046 da Repercussão Geral, requerendo a reforma do julgado para reconhecer a validade do regime compensatório e afastar a condenação ao pagamento de horas extraordinárias. O Eg. TST firmou entendimento de que é inválida a norma coletiva que fixa regime de compensação de jornada em atividade insalubre, sem a necessária inspeção prévia e licença da autoridade competente, em razão do caráter indisponível do direito (saúde, higiene e segurança no trabalho). Prevalece, no particular, a tese enunciada na Súmula 85, VI, do Eg. TST, a despeito da previsão inserida pelo art. 611-A, XIII, CLT. Portanto, a interpretação conferida pelo v. acórdão recorrido está em consonância com iterativa, notória e atual jurisprudência do Eg. TST: Ag-RR - 20176-37.2020.5.04.0333, Orgão Judicante: 2ª Turma, Relatora: Liana Chaib, DEJT 08/11/2024; RR - 20203-11.2018.5.04.0003, Orgão Judicante: 3ª Turma, Relator: Alberto Bastos Balazeiro, DEJT 08/11/2024; ARR - 11381-65.2017.5.18.0104, Orgão Judicante: 6ª Turma, Relator: Augusto Cesar Leite de Carvalho, DEJT 18/10/2024; RRAg - 24025-06.2019.5.24.0071, Orgão Judicante: 7ª Turma, Relator: Claudio Mascarenhas Brandao, DEJT 08/11/2024; RR - 20633-91.2022.5.04.0012, Orgão Judicante: 8ª Turma, Relator: Jose Pedro de Camargo Rodrigues de Souza, DEJT 14/10/2024. Da mesma forma, seguindo a mesma "ratio" contida na Súmula 85, VI, do Eg. TST, em relação à ampliação da jornada em turno ininterrupto de revezamento (Ag-RR - 10146-18.2019.5.03.0102, Orgão Judicante: 2ª Turma, Relatora: Liana Chaib, DEJT 25/10/2024; Ag-AIRR - 10495-94.2019.5.15.0099, Orgão Judicante: 3ª Turma, Relator: Mauricio Godinho Delgado, DEJT 13/09/2024; Ag-RR - 10659-15.2021.5.03.0102, Orgão Judicante: 6ª Turma, Relator: Paulo Regis Machado Botelho, DEJT 24/05/2024; Ag-EDCiv-AIRR - 10379-27.2017.5.03.0056, Orgão Judicante: 7ª Turma, Relator: Alexandre de Souza Agra Belmonte, DEJT 25/10/2024; RRAg - 10817-93.2015.5.03.0033, Orgão Judicante: 8ª Turma, Relatora: Delaide Alves Miranda Arantes, DEJT 06/11/2024), e em relação à adoção do regime 12x36 (Ag-RR - 548-63.2017.5.12.0036, Orgão Judicante: 2ª Turma, Relatora: Liana Chaib, DEJT 18/10/2024; RR - 0000330-62.2022.5.12.0035, Orgão Judicante: 3ª Turma, Relator: Alberto Bastos Balazeiro, DEJT 08/11/2024; Ag-AIRR - 11834-80.2017.5.03.0103, Orgão Judicante: 6ª Turma, Relator: Augusto Cesar Leite de Carvalho, DEJT 25/10/2024; Ag-RR - 84-70.2020.5.23.0022, Orgão Judicante: 7ª Turma, Relator: Evandro Pereira Valadao Lopes, DEJT 08/11/2024; Ag-RR - 10641-62.2019.5.15.0091, Orgão Judicante: 8ª Turma, Relator: Jose Pedro de Camargo Rodrigues de Souza, DEJT 21/10/202). Nesses termos, seguiu-se a diretriz traçada pelo Eg. Supremo Tribunal Federal, em decisão proferida no ARE 1.121.633/GO, em sessão do dia 02/06/2022 (Ata de Julgamento Publicada no DJE 13/06/2022), que fixou tese vinculante no sentido de que "são constitucionais os acordos e as convenções coletivas que, ao considerarem a adequação setorial negociada, pactuam limitações ou afastamentos de direitos trabalhistas independentemente da explicitação especificada de vantagens compensatórias, desde que respeitados os direitos absolutamente indisponíveis.". A matéria teve repercussão geral reconhecida e, portanto, passa a valer para todos os processos envolvendo a mesma controvérsia (Tema 1046). Por fim, cumpre registrar que a "ratio" vinculante deve ser imediatamente aplicada aos casos em curso, a partir da publicação da ata de julgamento (se não antes, a partir da sessão pública). É o que o Pretório Excelso decidiu, e.g., no ARE 1.031.810-DF, na Rcl 6999-MG, na Rcl 3.632-AM, na Rcl 872-SP, na Rcl 3.473-DF, na Rcl 2.576-SC (sobre os efeitos da decisão plenária na ADI 4.424-DF), na ADI 711-AM e assim sucessivamente. E, como se sabe, a ata de julgamento foi publicada no DJE no dia 13/06/2022. Assim, sendo, nego seguimento ao presente recurso de revista, porque ausentes quaisquer das hipóteses de cabimento do art. 896 da CLT. 6.1 DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO (12936) / DURAÇÃO DO TRABALHO (13764) / HORAS EXTRAS INTEGRAÇÃO DAS HORAS EXTRAS NAS VERBAS CONTRATUAIS E RESCISÓRIAS Quanto à base de cálculo das horas extras e aos reflexos em DSRs majorados por horas extras, o v. acórdão consignou que o julgado de origem já determinara a observância da Súmula 264 do C. TST e da OJ 394 da SDI-1 do C. TST, assim como já adotara o divisor 220 para o cálculo do salário-hora, reconhecendo que a parte carecia de interesse recursal quanto a esses três pontos, "que abarcam os pleitos sucessivos", e concluindo que não havia nada a apreciar. A parte recorrente pleiteia, ainda assim, a reforma do julgado quanto à integração e aos reflexos das horas extras nas verbas contratuais e rescisórias, sob o argumento de violação ao art. 5º, XXII, da CF/88. Quanto ao tema em destaque, inviável o recurso, pois o trecho transcrito não revela a existência de tese decidida em desfavor da parte recorrente a ser combatida nesta via extraordinária, tendo a própria Corte de origem reconhecido a ausência de interesse recursal quanto ao ponto, ante a constatação de que a matéria já fora decidida nos exatos termos por ela pleiteados desde a sentença. Não havendo controvérsia efetivamente decidida a esse respeito, não se cumpre a exigência de demonstração de prequestionamento prevista no art. 896, § 1º-A, I, da CLT, nos termos da Súmula 297 do C. TST. 7.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / PARTES E PROCURADORES (8842) / SUCUMBÊNCIA (8874) / HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS O v. acórdão manteve o percentual de honorários advocatícios sucumbenciais fixado na sentença, por reputá-lo adequado aos critérios estabelecidos no art. 791-A da CLT. A parte recorrente requer a redução do percentual para o mínimo legal de 5%, sob o argumento de baixa complexidade da causa, invocando violação aos arts. 1º, III, e 5º, II, da CF/88. Com relação ao percentual fixado dos honorários advocatícios, o v. julgado considerou os critérios fixados no § 2º do art. 791-A da CLT. Assim, uma vez que a fixação do percentual dos honorários advocatícios, respeitados os limites legais, se insere no poder discricionário do julgador, que dispõe de seu livre convencimento na análise do caso concreto, resta inviável o apelo, pois demandaria a reanálise do quadro fático delineado (incidência da Súmula 126 do Eg. TST). CONCLUSÃO DENEGO seguimento ao recurso de revista. Publique-se e intimem-se. CAMPINAS/SP, 08 de julho de 2026 WILTON BORBA CANICOBA Desembargador Federal do Trabalho Gabinete da Vice-Presidência Judicial - Análise de Recurso (agls) Intimado(s) / Citado(s) - VANDERLEI APARECIDO PIRES - JAIR OSVALDO DARE
17/07/2026 — Baixa relevância media
Intimação · termo: "laudo pericial"
PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ÓRGÃO ESPECIAL - ANÁLISE DE RECURSO Relator: ANDRE DA CRUZ E SOUZA WENZEL ROT 0010070-19.2025.5.15.0144 RECORRENTE: VANDERLEI APARECIDO PIRES E OUTROS (1) RECORRIDO: VANDERLEI APARECIDO PIRES E OUTROS (1) INTIMAÇÃO Fica V. Sa. intimado para tomar ciência da Decisão ID 232793f proferida nos autos. ROT 0010070-19.2025.5.15.0144 - 6ª Câmara Valor da condenação: R$ 30.000,00 Recorrente: Advogado(s): 1. JAIR OSVALDO DARE HUGO TAMAROZI GONCALVES FERREIRA (SP260155) Recorrido: Advogado(s): VANDERLEI APARECIDO PIRES MATEUS AUGUSTO ZANON AIELLO (SP363012) Interessado: GREGORY FELIPE CABRAL TORINI RECURSO DE: JAIR OSVALDO DARE PRESSUPOSTOS EXTRÍNSECOS Recurso tempestivo (ciência da decisão em 26/01/2026 - Id a1001cf; recurso apresentado em 04/02/2026 - Id d48a63d). Regular a representação processual. Preparo satisfeito. Condenação fixada na sentença, id eec66d9: R$ 30.000,00; Custas fixadas, id eec66d9: R$ 600,00; Depósito recursal recolhido no RO, id 0e1248c : R$ 13.813,83; Custas pagas no RO: id cbe67f3 ; Condenação no acórdão, id 3096def: R$ 30.000,00; Custas no acórdão, id 3096def: R$ 600,00; Depósito recursal recolhido no RR, id caee05c : R$ 16.186,17. PRESSUPOSTOS INTRÍNSECOS 1.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / ATOS PROCESSUAIS (8893) / NULIDADE (8919) / CERCEAMENTO DE DEFESA AUSÊNCIA DE NOVA INTIMAÇÃO DO PERITO O v. acórdão regional rejeitou a preliminar de nulidade processual arguida pelo reclamado, consignando que o indeferimento, em audiência, do pedido de nova intimação do perito para prestar esclarecimentos adicionais não configurou cerceamento de defesa, porquanto a controvérsia sobre o manuseio ou não de defensivos agroquímicos pelo autor era "eminentemente fática, podendo ser esclarecida pela prova oral", sendo desnecessária nova manifestação do expert. A parte recorrente sustenta que a ausência de resposta do perito aos quesitos complementares e o indeferimento de sua nova intimação configuraram cerceamento do direito de defesa, com violação aos arts. 5º, LIV e LV, da CF/88 e 473 e 480 do CPC, requerendo a decretação de nulidade processual e a realização de nova perícia ou novos esclarecimentos periciais. Não reputo configurado o alegado cerceamento de defesa, tendo em vista que a v. decisão está fundamentada na apreciação de fatos e provas, cujo reexame é vedado nesta fase pela Súmula 126 do Eg. TST. 2.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / PROCESSO E PROCEDIMENTO (8960) / PROVAS SUSPEIÇÃO DE TESTEMUNHA AÇÃO CONTRA O MESMO EMPREGADOR / PRETENSÃO IDÊNTICA PRECEDENTE OBRIGATÓRIO - TEMA IRR N.72 DO EG. TST O v. acórdão manteve o valor probante do depoimento da testemunha Lázaro Moreira da Silva, ouvida mediante prova emprestada, consignando que o reclamado não se insurgiu, à época, contra a utilização dessa prova, operando-se a preclusão do direito de questionar posteriormente seu valor probatório, e afastando a incidência da Súmula 357 do C. TST diante das peculiaridades do caso. A parte recorrente sustenta que a testemunha é suspeita por litigar contra o mesmo empregador com pedido idêntico, inclusive de indenização por danos morais, o que caracterizaria troca de favores e animosidade capazes de afastar a aplicação da Súmula 357 do C. TST, invocando violação aos arts. 5º, II, LIV e LV, da CF/88, 829 da CLT e 447, § 3º, do CPC, além de arestos de outros Regionais. No julgamento do Incidente de Recursos de Revista Repetitivos (TEMA IRR N. 72), Processo n. 0000050-02.2024.5.12.0042, o Eg. TST fixou a seguinte tese jurídica: “A existência de ação contra o mesmo empregador, ainda que possua idêntica pretensão, não torna suspeita a testemunha, salvo quando o julgador se convencer da sua parcialidade mediante o exame da prova constante dos autos.” Cumpre registrar que a "ratio" vinculante deve ser imediatamente aplicada aos casos em curso, a partir da publicação da respectiva certidão de julgamento, independentemente do trânsito em julgado. É o que o Pretório Excelso decidiu, e.g., no AI 795968 SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Julgado em 25/04/2023, no ARE 1.031.810-DF, na Rcl 6999-MG, na Rcl 3.632-AM, na Rcl 872-SP, na Rcl 3.473-DF, na Rcl 2.576-SC (sobre os efeitos da decisão plenária na ADI 4.424-DF), na ADI 711-AM. Portanto, estando a decisão recorrida em conformidade com a tese jurídica prevalecente firmada no citado incidente, inviável o recurso, nos termos dos arts. 896, § 7º, e 896-C da CLT, 985, I, do CPC/2015 e 14, I, da IN 38/2015, e da Súmula 333 do Eg. TST. 3.1 DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO (12936) / VERBAS REMUNERATÓRIAS, INDENIZATÓRIAS E BENEFÍCIOS (13831) / ADICIONAL (13833) / ADICIONAL DE INSALUBRIDADE O v. acórdão manteve a condenação ao pagamento do adicional de insalubridade, amparando-se no laudo pericial (Id. 738860b), no depoimento da prova emprestada e na constatação de que os EPIs fornecidos ao reclamante não foram suficientes para elidir a exposição a defensivos organofosforados e a hidrocarbonetos aromáticos, concluindo, com base nesses elementos, pela caracterização das atividades como insalubres nos termos do Anexo 13 da NR-15 do MTE. A parte recorrente sustenta que o reclamante não manuseava defensivos agrícolas, que o glifosato não constaria dos Anexos 11 e 13 da NR-15, e que os EPIs fornecidos foram suficientes para neutralizar a insalubridade, invocando violação aos arts. 5º, II, e 7º, XXIII, da CF/88, 191 e 195 da CLT e contrariedade às Súmulas 80, 289 e 448 do C. TST. Quanto à questão relativa ao tema em destaque, o v. acórdão decidiu com amparo nos elementos fático-probatórios contidos nos autos, notadamente o laudo pericial e a prova oral produzida. Conclusão diversa da adotada remeteria ao reexame de fatos e provas, procedimento vedado nesta fase processual, à luz da Súmula 126 do C. TST. Assim, na presente hipótese, a menção de violação a dispositivos do ordenamento jurídico e de contrariedade a súmula não viabiliza o processamento do recurso. 4.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / PARTES E PROCURADORES (8842) / HONORÁRIOS PERICIAIS O v. acórdão manteve a condenação do reclamado ao pagamento dos honorários periciais, por ser sucumbente no objeto da perícia, e arbitrou o respectivo valor em R$ 3.000,00, considerando-o adequado à natureza e complexidade do trabalho realizado, em consonância com os parâmetros adotados por aquela Câmara em casos semelhantes. A parte recorrente requer a redução do valor arbitrado, sob o argumento de que o montante fixado seria excessivo e desproporcional, à luz do art. 790-B da CLT e da Resolução CSJT nº 66/2010, apontando violação aos arts. 1º, III, e 5º, II, da CF/88. O v. acórdão manteve a condenação ao pagamento de honorários periciais por constatar que a reclamada é sucumbente no objeto da perícia. Incidência da Súmula 126 do Eg. TST. Por outro lado, o v. julgado arbitrou os honorários periciais em valor que entendeu razoável, de acordo com trabalho realizado. Assim, uma vez que a fixação dos honorários periciais insere-se no poder discricionário do julgador, que dispõe de seu livre convencimento (preconizado no art. 371 do CPC/2015) e oportunidade na análise do caso concreto, resta inviável o apelo. 5.1 DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO (12936) / DURAÇÃO DO TRABALHO (13764) / COMPENSAÇÃO DE JORNADA (13767) / COMPENSAÇÃO EM ATIVIDADE INSALUBRE Duração do Trabalho / Compensação de Jornada ATIVIDADE INSALUBRE O v. acórdão manteve a invalidade do acordo de compensação de jornada e do banco de horas, por reconhecer que o reclamante laborava em ambiente insalubre e que não havia sido juntada aos autos a licença prévia do Ministério do Trabalho exigida pelo art. 60 da CLT, afastando expressamente a aplicação do Tema 1.046 do E. STF por ausência de norma coletiva que autorizasse expressamente a prorrogação de jornada em condições insalubres. A parte recorrente sustenta que a compensação de jornada está amparada em norma coletiva, com fundamento nos arts. 59, § 2º, e 611-A, XIII, da CLT, e na tese fixada pelo E. STF no Tema 1.046 da Repercussão Geral, requerendo a reforma do julgado para reconhecer a validade do regime compensatório e afastar a condenação ao pagamento de horas extraordinárias. O Eg. TST firmou entendimento de que é inválida a norma coletiva que fixa regime de compensação de jornada em atividade insalubre, sem a necessária inspeção prévia e licença da autoridade competente, em razão do caráter indisponível do direito (saúde, higiene e segurança no trabalho). Prevalece, no particular, a tese enunciada na Súmula 85, VI, do Eg. TST, a despeito da previsão inserida pelo art. 611-A, XIII, CLT. Portanto, a interpretação conferida pelo v. acórdão recorrido está em consonância com iterativa, notória e atual jurisprudência do Eg. TST: Ag-RR - 20176-37.2020.5.04.0333, Orgão Judicante: 2ª Turma, Relatora: Liana Chaib, DEJT 08/11/2024; RR - 20203-11.2018.5.04.0003, Orgão Judicante: 3ª Turma, Relator: Alberto Bastos Balazeiro, DEJT 08/11/2024; ARR - 11381-65.2017.5.18.0104, Orgão Judicante: 6ª Turma, Relator: Augusto Cesar Leite de Carvalho, DEJT 18/10/2024; RRAg - 24025-06.2019.5.24.0071, Orgão Judicante: 7ª Turma, Relator: Claudio Mascarenhas Brandao, DEJT 08/11/2024; RR - 20633-91.2022.5.04.0012, Orgão Judicante: 8ª Turma, Relator: Jose Pedro de Camargo Rodrigues de Souza, DEJT 14/10/2024. Da mesma forma, seguindo a mesma "ratio" contida na Súmula 85, VI, do Eg. TST, em relação à ampliação da jornada em turno ininterrupto de revezamento (Ag-RR - 10146-18.2019.5.03.0102, Orgão Judicante: 2ª Turma, Relatora: Liana Chaib, DEJT 25/10/2024; Ag-AIRR - 10495-94.2019.5.15.0099, Orgão Judicante: 3ª Turma, Relator: Mauricio Godinho Delgado, DEJT 13/09/2024; Ag-RR - 10659-15.2021.5.03.0102, Orgão Judicante: 6ª Turma, Relator: Paulo Regis Machado Botelho, DEJT 24/05/2024; Ag-EDCiv-AIRR - 10379-27.2017.5.03.0056, Orgão Judicante: 7ª Turma, Relator: Alexandre de Souza Agra Belmonte, DEJT 25/10/2024; RRAg - 10817-93.2015.5.03.0033, Orgão Judicante: 8ª Turma, Relatora: Delaide Alves Miranda Arantes, DEJT 06/11/2024), e em relação à adoção do regime 12x36 (Ag-RR - 548-63.2017.5.12.0036, Orgão Judicante: 2ª Turma, Relatora: Liana Chaib, DEJT 18/10/2024; RR - 0000330-62.2022.5.12.0035, Orgão Judicante: 3ª Turma, Relator: Alberto Bastos Balazeiro, DEJT 08/11/2024; Ag-AIRR - 11834-80.2017.5.03.0103, Orgão Judicante: 6ª Turma, Relator: Augusto Cesar Leite de Carvalho, DEJT 25/10/2024; Ag-RR - 84-70.2020.5.23.0022, Orgão Judicante: 7ª Turma, Relator: Evandro Pereira Valadao Lopes, DEJT 08/11/2024; Ag-RR - 10641-62.2019.5.15.0091, Orgão Judicante: 8ª Turma, Relator: Jose Pedro de Camargo Rodrigues de Souza, DEJT 21/10/202). Nesses termos, seguiu-se a diretriz traçada pelo Eg. Supremo Tribunal Federal, em decisão proferida no ARE 1.121.633/GO, em sessão do dia 02/06/2022 (Ata de Julgamento Publicada no DJE 13/06/2022), que fixou tese vinculante no sentido de que "são constitucionais os acordos e as convenções coletivas que, ao considerarem a adequação setorial negociada, pactuam limitações ou afastamentos de direitos trabalhistas independentemente da explicitação especificada de vantagens compensatórias, desde que respeitados os direitos absolutamente indisponíveis.". A matéria teve repercussão geral reconhecida e, portanto, passa a valer para todos os processos envolvendo a mesma controvérsia (Tema 1046). Por fim, cumpre registrar que a "ratio" vinculante deve ser imediatamente aplicada aos casos em curso, a partir da publicação da ata de julgamento (se não antes, a partir da sessão pública). É o que o Pretório Excelso decidiu, e.g., no ARE 1.031.810-DF, na Rcl 6999-MG, na Rcl 3.632-AM, na Rcl 872-SP, na Rcl 3.473-DF, na Rcl 2.576-SC (sobre os efeitos da decisão plenária na ADI 4.424-DF), na ADI 711-AM e assim sucessivamente. E, como se sabe, a ata de julgamento foi publicada no DJE no dia 13/06/2022. Assim, sendo, nego seguimento ao presente recurso de revista, porque ausentes quaisquer das hipóteses de cabimento do art. 896 da CLT. 6.1 DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO (12936) / DURAÇÃO DO TRABALHO (13764) / HORAS EXTRAS INTEGRAÇÃO DAS HORAS EXTRAS NAS VERBAS CONTRATUAIS E RESCISÓRIAS Quanto à base de cálculo das horas extras e aos reflexos em DSRs majorados por horas extras, o v. acórdão consignou que o julgado de origem já determinara a observância da Súmula 264 do C. TST e da OJ 394 da SDI-1 do C. TST, assim como já adotara o divisor 220 para o cálculo do salário-hora, reconhecendo que a parte carecia de interesse recursal quanto a esses três pontos, "que abarcam os pleitos sucessivos", e concluindo que não havia nada a apreciar. A parte recorrente pleiteia, ainda assim, a reforma do julgado quanto à integração e aos reflexos das horas extras nas verbas contratuais e rescisórias, sob o argumento de violação ao art. 5º, XXII, da CF/88. Quanto ao tema em destaque, inviável o recurso, pois o trecho transcrito não revela a existência de tese decidida em desfavor da parte recorrente a ser combatida nesta via extraordinária, tendo a própria Corte de origem reconhecido a ausência de interesse recursal quanto ao ponto, ante a constatação de que a matéria já fora decidida nos exatos termos por ela pleiteados desde a sentença. Não havendo controvérsia efetivamente decidida a esse respeito, não se cumpre a exigência de demonstração de prequestionamento prevista no art. 896, § 1º-A, I, da CLT, nos termos da Súmula 297 do C. TST. 7.1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO (8826) / PARTES E PROCURADORES (8842) / SUCUMBÊNCIA (8874) / HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS O v. acórdão manteve o percentual de honorários advocatícios sucumbenciais fixado na sentença, por reputá-lo adequado aos critérios estabelecidos no art. 791-A da CLT. A parte recorrente requer a redução do percentual para o mínimo legal de 5%, sob o argumento de baixa complexidade da causa, invocando violação aos arts. 1º, III, e 5º, II, da CF/88. Com relação ao percentual fixado dos honorários advocatícios, o v. julgado considerou os critérios fixados no § 2º do art. 791-A da CLT. Assim, uma vez que a fixação do percentual dos honorários advocatícios, respeitados os limites legais, se insere no poder discricionário do julgador, que dispõe de seu livre convencimento na análise do caso concreto, resta inviável o apelo, pois demandaria a reanálise do quadro fático delineado (incidência da Súmula 126 do Eg. TST). CONCLUSÃO DENEGO seguimento ao recurso de revista. Publique-se e intimem-se. CAMPINAS/SP, 08 de julho de 2026 WILTON BORBA CANICOBA Desembargador Federal do Trabalho Gabinete da Vice-Presidência Judicial - Análise de Recurso (agls) Intimado(s) / Citado(s) - VANDERLEI APARECIDO PIRES - JAIR OSVALDO DARE